Dois dos mais importantes golfistas dos Estados Unidos, Jim Hallet e Carl Rabito, estão em Curitiba ministrando um curso de aprimoramento para jogadores e professores. ‘‘O primeiro objetivo é melhorar o nível técnico de golfistas paranaenses e dos professores’’, explicou o presidente da Federação Paranaense, Cláudio Kiryla.
A idéia de trazer os golfistas para o Brasil surgiu no começo do ano. Segundo Kiryla, a proposta era oferecer um curso de aperfeiçoamento de alto nível para os golfistas do Paraná. Os instrutores permanecem em Curitiba até o dia 11. Depois viajam para Londrina, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, retornando dia 18 para os EUA.
Em cinco dias de curso, Rabito e Hallet trabalham basicamente a técnica da tacada. Eles avaliam o posicionamento do jogador, fazem um diagnóstico dos erros e acertos e calculam as possibilidades de evolução de cada golfista. ‘‘Procuramos trabalhar os fundamentos do ‘swing’ (movimento que o jogador faz para dar a tacada) e de como o corpo humano trabalha em relação ao movimento’’, explicou Hallet.
PopularizaçãoO curso ministrado pelos profissionais americanos também visa melhorar o nível dos professores do Paraná, para que em uma segunda etapa, o golfe seja levado para os parques de Curitiba, dentro de um projeto de popularização do esporte. As primeiras aulas devem acontecer dentro de no máximo um mês no Parque Barigui.
Segundo o presidente da Federação Paranaense de Golfe, Cláudio Kiryla, Rabito e Hallet conseguiram junto à indústria de material de golfe, Top-Flite (que pattrocina o jogador Jim Hallet), dos Estados Unidos, a doação de 20 tacos, do tipo iron e 250 bolinhas, para estas aulas. ‘‘O golfe tem tudo para ser um dos esportes mais procurados no Brasil. É preciso acabar com a imagem de esporte elitista e para isso é preciso abrir os chamados campos públicos’’, comentou Kiryla.
Atualmente no Brasil existem 60 campos de golfe em clubes, ou seja, metade do número de campos do Estado americano da Flórida. ‘‘Nos Estados Unidos a cada dois dias um campo é inaugurado’’, disse Kiryla. Enquanto nos EUA existem mais de 20 milhões de praticantes, no Brasil não chegam a 10 mil.

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