São Paulo - Se depender das palavras de Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, o técnico Gilson Kleina terá vida longa no clube. O dirigente fez questão de ressaltar que mesmo com Vanderlei Luxemburgo livre no mercado, não cogita a possibilidade de trocar o comando da equipe e fez questão de ressaltar a confiança em toda a comissão técnica.
"Já escutei que o Felipão seria o técnico pela ligação que tem comigo. Ouvi o nome do Luxemburgo pela ligação com o (José Carlos) Brunoro (diretor executivo) e do Emerson Leão por ter sido um ídolo e ter feito eu me tornar palmeirense na infância. Mas reafirmo: o nosso técnico é o Gilson Kleina, que é constantemente avaliado e estamos muito satisfeitos com ele", disse o dirigente.
Nobre ainda garante que a ideia é atender a todos os pedidos do treinador, embora isso ainda não seja possível. "O Kleina é o comandante da comissão técnica e podemos até não conseguir fazer o que ele pede, mas sua opinião é fundamental", explicou.
Kleina está no comando do Palmeiras desde setembro de 2012 e permaneceu no comando da equipe mesmo após o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Ele já dirigiu a equipe em 49 partidas, com 21 vitórias, 11 empates e 17 derrotas. Seu próximo compromisso será no sábado, quando o time receberá o Oeste, em Presidente Prudente, pela sétima rodada da Série B.

Dívida
Durante a entrevista, Paulo Nobre declarou que a dívida do clube aumentou desde que ele assumiu a presidência, no final de janeiro. "Praticamente não paguei nada, e a dívida aumentou um pouco. Não tem patrocinador novo, nem novas fontes de receita. A Meltex (parceria do time de basquete) é fonte nova de receitas, mas na verdade vamos deixar de ter o custo com o basquete e é por isso que ele (o basquete) continuou. Está se desenvolvendo um trabalho para equacionar essa dívida", declarou o dirigente.
Questionado se os valores ultrapassavam R$ 100 milhões, o cartola evitou falar sobre números. "Prefiro não falar em números. É uma dívida grande", disse, sem confirmar se contraiu um empréstimo para o Palmeiras. No entanto, Nobre garantiu que os órgãos de fiscalização do clube estão cientes do que está sendo feito no que ele chama de "reestruturação do Palmeiras".
Nos últimos cinco anos, o Palmeiras foi o que mais aumentou sua dívida entre os clubes mais ricos, segundo levantamento feito pela consultoria BDO. O valor saltou de R$ 68 milhões em 2008 para R$ 287 milhões no ano passado. A alta de 320% fez com que o clube pulasse de 13º para 6º no ranking dos maiores devedores.
Sem patrocínio desde o final do Campeonato Paulista, quando se encerrou o contrato com a Kia Motors, o mandatário do clube alviverde confessa que a situação financeira está complicada. "Todos sabem da dificuldade que temos na parte financeira, mas o esforço é ainda maior para não atrasar salários. Os jogadores percebem o esforço por essa diretoria para que essa situação mude", afirmou Nobre, que garantiu que o clube está negociando um novo patrocínio para a camisa.
"Está andando bem. As pessoas precisam entender que o orçamento das empresas fecha em setembro para o ano seguinte. Estamos em junho discutindo patrocínio para essa temporada. Não é fácil. Não vou deixar alguém patrocinar o clube por qualquer preço, porque aí cai o padrão. Acredito que se resolva a curto prazo."

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