São Paulo - Paulo Nobre não deu detalhes sobre o futuro do futebol do Palmeiras. O presidente convocou uma entrevista nesta terça-feira e falou pouco sobre os planos para 2015. Questionado sobre Alexandre Mattos, diretor do Cruzeiro, e Mano Menezes, ex-técnico do Corinthians, o mandatário alviverde despistou e considerou aquele que está próximo de ser seu executivo de futebol e o treinador "bons nomes". Ele promete ainda mais mudanças no clube.
"Existem bons profissionais no mercado, o Alexandre Mattos é um bom nome e interessa não só ao Palmeiras. O departamento de futebol será formado por um diretor-executivo, um gerente de futebol e um diretor estatutário. Vamos escolhê-los nos próximos dias", resumiu Nobre, antes de falar que não há rejeição a Mano, por conta de seu trabalho no arquirrival. "Rejeição nenhuma (ao nome de Mano). Ele é um grande técnico, como existem outros no mercado", acrescentou.
Com Mattos e Cícero Souza, este gerente de futebol, próximos de um acordo, a diretoria do clube decidiu mandar embora José Carlos Brunoro, Omar Feitosa e Dorival Júnior. O técnico tinha contrato até junho de 2015 e foi avisado que não continuaria pelos vices Maurício Precivalle e Genaro Marino. O presidente deu uma explicação genérica sobre a saída do comandante.
"Durante a campanha, no fim do Brasileiro, deixei muito claro que todos os profissionais seriam avaliados. Foi isso que aconteceu (com Dorival) e achamos por bem uma mudança total no futebol", reforçou.

ELENCO


Depois de garantir a permanência na Série A, Paulo Nobre voltou a usar o discurso de campanha, de que montará um elenco para disputar títulos em 2015. Dez jogadores têm contratos até o fim do ano, e a montagem do grupo será discutida quando a nova diretoria for definida.
O meia Bruno César não fica no clube, e outros sete muito provavelmente seguirão o mesmo caminho: o zagueiro Victorino, o lateral-esquerdo Juninho, o lateral-direito Wendel, os volantes Eguren e Washington, o meia Bernardo e o atacante Diogo.
O volante Marcelo Oliveira e o atacante Henrique já tiveram as primeiras conversas. O primeiro não chegou a acerto salarial e tem proposta do futebol japonês, enquanto o segundo tem acordo verbal com o clube e espera que os R$ 6 milhões cobrados pelo Mirassol por 50% de seus direitos sejam pagos pelo Verdão. Mas só com o aval dos novos comandantes do futebol: "Vamos esperar o novo treinador, o novo diretor, o novo gerente para a gente fazer essa avaliação (de quem fica) em conjunto", disse Nobre. "As mudanças já começaram e vão ter várias outras. Tenho certeza que o time de 2015 será melhor que o de 2013 e o de 2014", acrescentou
O caso de Valdivia é diferente. Mesmo antes de demitir Brunoro, Omar Feitosa e Dorival Júnior, o mandatário já havia manifestado interesse em renovar, algo que o jogador também fez. Neste início de semana, os dois tiveram a primeira conversa sobre uma possível ampliação do vínculo, mas Nobre não entra em detalhes. "O Valdivia e o Palmeiras têm o mesmo pensamento. Esse é o primeiro e mais importante passo", observou.
O volante Wesley fica livre em fevereiro. A tendência é que não permaneça no elenco alviverde.

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