Teresópolis - Elas são 26 moças atrás de 20 vagas para o sonho de disputar o Mundial feminino de futebol, a partir do dia 19, nos Estados Unidos. A maioria não tem clube, não recebe salários. Estão em Teresópolis usando a Granja Comary, tradicional reduto dos jogadores da seleção. Dia 16, seis meninas serão ''cortadas'' do grupo que irá ao Mundial.
Até sexta-feira, elas treinarão no pior campo da Granja. Hospedadas em um hotel de Teresópolis, ocuparão os alojamentos da concentração, quando os craques embarcarem para a Colômbia, sexta-feira.
''Aí, sim, a gente vai comer um camarãozinho, um founde'', brinca a zagueira paulista Mônica. Ela é uma das exceções do grupo, pois tem salário de jogadora profissional no Fundsport, de Araraquara. ''Sou uma das poucas aqui que tem clube para jogar. Sigo minha vida como atleta profissional.''
O técnico Paulo Gonçalves diz que apenas 40% do seu grupo têm clube. Kátia Cilene, 26 anos, é a mais famosa. Joga como profissional há 11 anos, três deles no San Jose, time forte da Liga dos Estados Unidos. ''Lá, sou reconhecida. Ganho bem (se reserva o direito de não revelar os valores). Recebo do clube e da Khelme (material esportivo), que lançou uma chuteira com o meu nome''.
Já Milene, mulher de Ronaldo, recebe cerca de US$ 200 mil por ano do Rayo Vallecano. Treina quase todos os dias e joga no Campeonato Espanhol. (A.E.)

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