Pais e avós torcendo para a Holanda, filhos e netos para o Brasil. Esse é o retrato da torcida em duas colônias holandesas radicadas na região dos Campos Gerais (Sul do Estado). No municípios de Carambeí e na Colônia de Castrolanda (Castro), distantes 20 e 45 quilômetros de Ponta Grossa, respectivamente, cinco gerações de holandeses dividem-se entre Brasil e Holanda.
Imigrantes torcem para um lado e descendentes para outro. Enquanto os mais velhos declaram seu amor pelo país de origem, os jovens pintam a cara e valorizam o verde-amarelo.
Em Carambeí, município com pouco mais de 20 mil habitantes, aproximadamente 30% da população é imigrante ou descendente de holandês. Em Castrolanda, uma colônia menor e mais isolada, eles são em 180 famílias, pouco mais de 700 pessoas. A torcida para a Holanda nessas duas colônias é tímida, sem bandeiras ou camisas da seleção. Já para o Brasil, não teve cerimônia: as cores da seleção dominam casas, carros e avenidas.
Gilberto Voorsluys, da terceira geração de holandeses que mora em Carambeí, garante que as duas colônias devem comemorar o resultado do jogo, independente de quem vença a partida. ‘‘Vamos assisir e comemorar juntos’’, diz Gilberto.

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