No segundo dia na prisão, Viola recusa comida
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terça-feira, 03 de janeiro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Arroz, feijão e picadinho no domingo; dobradinha e salada ontem. Estes foram os cardápios rejeitados pelo jogador de futebol Paulo Sérgio Rosa, o Viola, de 37 anos, preso há dois dias na Cadeia Pública de Barueri, Grande São Paulo. O ex-atacante do Corinthians e da seleção está detido porque foi flagrado com uma espingarda calibre 12 em seu Honda Civic, após discutir com a ex-mulher, Leila Rosa Celino, de 34 anos.
Viola foi preso na madrugada de domingo, dia do seu aniversário, em um condomínio de luxo de Santana de Paranaíba e autuado por porte ilegal de arma. Ele chegou à casa da ex-mulher por volta da meia-noite dizendo que pretendia passear com o filho, de 11 anos. A mulher, porém, dizendo que ele estava bêbado, não deu permissão e, com medo do jogador, teria se trancado no sótão da residência, em um condomínio. Ele nega ter bebido.
Segundo a polícia, ele mantinha no carro uma espingarda calibre 12. Foi a mulher quem chamou a polícia e denunciou o local da arma. Quando os policiais chegaram, Viola estava sentado no sofá da casa, desarmado. Ele se explicou mostrando o registro - o que dava o direito apenas de mantê-la em casa - e dizendo que não sabia que a espingarda estava no carro.
Segundo o delegado seccional de Barueri, Wagner Lombisani, o jogador permanecia em cela isolada, não fazia greve de fome, mas estava sem comer e alegava inocência.


