No Rio, judô brasileiro quer brilhar como em 2007
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sábado, 24 de agosto de 2013
France Presse 
Rio - A seleção brasileira de judô se prepara para disputar a partir de amanhã seu segundo Mundial 'em casa', no Rio de Janeiro, após a edição histórica de 2007, na qual três medalhas de ouro foram conquistadas, a três anos dos Jogos Olímpicos de 2016.
Depois do bom desempenho em Londres no ano passado, quando conquistou o primeiro título olímpico da sua história no feminino com Sarah Menezes, além de três medalhas de bronze com Mayra Aguiar, Rafael Silva e Felipe Kitadai, as metas da seleção foram elevadas.
A expectativa é superar o número de pódios do último Mundial, em Paris-2011, onde o país somou cinco medalhas, duas pratas e três bronzes.
"Queremos conquistar mais medalhas e, pelo menos, um ouro na competição. Não será fácil, pois a cada ano o Mundial está mais difícil sobretudo com a regra de permitir mais de um atleta por país nas categorias. Mas estamos planejando e trabalhando para fazer uma grande competição. O resultado, porém, só saberemos no dia 1º de setembro", declarou Ney Wilson, gestor de alto rendimento da CBJ, quando foram apresentados os 18 atletas que representarão o país na competição.
Destes 18, 11 já disputaram olimpíadas e cinco lideram o ranking atual das suas categorias. São eles Victor Penalber (81 kg), Rafael Silva (+100 kg), Sarah Menezes (48 kg), Mayra Aguiar (78 kg) e Maria Suelen Altheman (+78 kg).
No total, o judô brasileiro soma 28 medalhas em Mundiais (4 ouros, 7 pratas e 17 bronzes).
Campeão Mundial no Rio em 2007, o experiente Tiago Camilo, de 31 anos, foi cortado de última hora por sofrer uma luxação no ombro durante um treino a poucos dias do começo da competição. Ele foi substituído por Eduardo Santos.
Hoje, a seleção masculina está sendo liderada por atletas mais novos, como Felipe Kitadai, de 24 anos, e Rafael Silva, de 26, ambos medalhistas de bronze em Londres.
"Todos querem seguir o exemplo de Rafael e Kitadai, que são atletas novos que conseguiram subir ao pódio. Os outros jovens têm a convicção que podem também, isso motiva bastante os atletas", revelou o técnico Luiz Shinohara, que destacou a importância do "fator casa".
"Em 2007, a torcida motivou bastante os atletas e isso deve se repetir. Vai ser difícil ter um resultado tão bom quanto cinco anos atrás (três ouros e um bronze), mas eles têm condições de fazer um bom Mundial", completou o treinador, que tem como meta três medalhas para a equipe masculina.
Já o feminino espera conquistar o seu primeiro título mundial, após o ouro olímpico de Sarah Menezes em Londres.
"A medalha de Sarah foi apenas uma confirmação da boa fase que o feminino vem tendo. O judô feminino brasileiro hoje tem uma identidade", ressaltou Rosicleia Santos, técnica da seleção feminina.


