No Rio, Eduardo Viana tranqüiliza ameaçados
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quinta-feira, 31 de outubro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A iminência de dois clubes cariocas serem rebaixados para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro não mudou a rotina da direção da Federação de Futebol do Rio. O presidente da entidade, Eduardo Viana, não foi encontrado na sede da federação. Mas ele chegou a conversar com dirigentes de Botafogo e Flamengo esta semana e disse-lhes que deveriam manter a tranquilidade. Isso, no entanto, não acalmou o ambiente notadamente na Gávea e no Mourisco.
O rubro-negro precisa vencer três das quatro partidas finais para escapar da 'degola' e o novo presidente do clube, Hélio Ferraz, confidenciou a amigos que uma eventual queda para a Série B poderia trazer consequências irreversíveis para o Flamengo. A dívida do clube é superior a R$ 200 milhões. Ferraz pediu calma aos jogadores e disse estar confiante na reabilitação. O discurso também foi adotado pelo técnico Evaristo de Macedo, após reunião com o dirigente.
O Botafogo não revela publicamente o montante de suas dívidas. A oposição no clube afirma que seja em torno de R$ 30 milhões. Se o clube for atingido pelo descenso, vai ter de dispensar todo o time e armar uma equipe apenas com 'valores da casa' para jogar a Série B.


