No primeiro desafio, um show: 7 a 0
Seleção Brasileira massacra a Venezuela em Ciudad del Este e disputará a liderança do Grupo B com o México no sábado
Albari RosaRonaldo e Amoroso comemoram o primeiro gol do Brasil diante da Venezuela, para desespero do goleiro Renny Vega, que tomaria ainda mais seisRogério Fischer
e Paulo Briguet
Enviados da Folha
A expectativa era de uma vitória fácil, mas nem tanto: a Seleção Brasileira superou ontem à noite o primeiro desafio da Copa América 99, ao golear a Venezuela por 7 a 0, no Estádio Tres de Febrero, em Ciudad del Este. Foi a estréia do Brasil na competição. Na preliminar, o México passou pelo Chile por 1 a 0 (leia texto nesta página). Líderes do Grupo B, Brasil e México vão se enfrentar sábado à tarde, antes de Chile x Venezuela.
O time de Wanderley Luxemburgo - que fez sua estréia, em partidas oficiais, no comando da Seleção Brasileira - começou o jogo demonstrando superioridade. Nos dois minutos iniciais, desperdiçou duas oportunidades claras de gol.
Diante da pressão brasileira, restava à Venezuela tentar alguns contra-ataques, sempre procurando o atacante Noriega, jogador mais habilidoso do time.
Aos 26, o Brasil desencantou, em um avanço de Cafu. O lateral viu Ronaldo bem colocado entre a zaga adversária e cruzou na cara do gol. Dessa vez, o atacante foi rápido, se antecipou à defesa e botou para dentro do gol de Vega.
Aos 40, veio o segundo gol brasileiro, de volante para volante. Vampeta pegou o rebote da defesa, após escanteio cobrado por Alex, e jogou para Émerson, que mandou de cabeça para a rede.
O segundo tempo foi um massacre. Em oito minutos, foram um gol anulado e duas chances perdidas. Ainda no oitavo minuto, Amoroso invadiu a área em boas condições e o zagueiro Rojas, na tentativa de desarmá-lo, tocou para as redes. Para o árbitro, gol de Amoroso, Brasil 3 a 0. Aos 18, num toque primoroso de Alex, Ronaldo, de frente para o gol, tocou na saída de Vega: 4 a 0.
Mas o show estava por vir. E veio aos 29, pelos pés do garoto Ronaldinho, artilheiro do Campeonato Gaúcho, que acabara de substituir Alex. O atacante do Grêmio deu um chapéu em Rey, invadiu a grande área e chutou em diagonal, forte, para vencer o pobre Vega.
Mais um: aos 36, Evanílson - que substituiu Cafu, já pendurado com um cartão amarelo - cruzou rasteiro da direita e Amoroso completou: 6 a 0. Outro: aos 38, Rivaldo escapou livre, livrou-se do goleiro e empurrou - 7 a 0.
A Venezuela - sem apelar para a violência - aceitou a goleada. Foi a vitória de número 13 sobre os venezuelanos em igual número de jogos. Retrospecto em que o Brasil marcou 61 gols - e tomou... dois. Sorte dos venezuelanos que eles adoram boxe e beisebol.
FICHA TÉCNICA
Brasil 7
Dida; Cafu (Evanilson), Odvan, Antônio Carlos e Roberto Carlos (Serginho); Emerson, Vampeta, Alex (Ronaldinho) e Rivaldo; Ronaldo e Amoroso. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Venezuela 0
Renny Vega; McIntosh (Giménez), Álvarez, Rey e Rojas; Bidoglio, Tortolero, Vera (Duno) e Hernández (Moran); Noriega e Urdaneta. Técnico: Jose Omar Pastoriza.
Árbitro: Bonifácio Nuñez (Paraguai)
Estádio: 3 de Febrero, em Ciudad del Este
Gols: Ronaldo, aos 26 e Émerson, aos 40, do 1º tempo; Amoroso, aos 10, Ronaldo, aos 17, Ronaldinho, aos 29, Amoroso, aos 36, e Rivaldo aos 37, do 2º tempo





