NO PASSINHO DO GANSO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de maio de 2014
ROBERTO ASSAF<br>assaf@ lancenet.com. br 
O São Paulo aproveitou o evidente desequilíbrio entre as receitas e as despesas do Flamengo dentro do campo, embora o balanço financeiro do clube tenha sido elogiado em prosa e verso, para ganhar o clássico por 2 a 0. Mas não exagerem nos elogios ao time paulista, nem culpem o novo contador do clube carioca, que mal teve de tempo de passar os olhos pela papelada. Pois com um pouco mais de ousadia, o Tricolor teria vencido com maior facilidade, dada a superioridade no meio-campo, que ficou clara nos dois gols, assinalados por Ganso aos 22 minutos do primeiro tempo e aos 46 do segundo.
Na realidade, e analisando o início do Brasileiro, parece que os cartolas do São Paulo pensam com a bola no pé, certos de que o futebol vale mais que o orçamento, e os do Flamengo de olho no caixa, dando pouca ou nenhuma importância ao time, que segue tropeçando com frequência nos adversários, acumulando dívidas no Brasileiro. A equipe paulista fez uma partida correta sob o aspecto tático, sem arriscar demais, jogando o suficiente para pôr vantagem e administrá-la, diante de um rival incompetente, frustrando o seu maior patrimônio, a torcida, que teve a vaia como maior alternativa.
Após ontem, caso não ocorram mudanças, o São Paulo seguirá tentando acertar o time para, quem sabe, brigar pelo título, e o Flamengo, é evidente, na batalha do déficit contra o superávit, contra o rebaixamento. O resultado retrata na realidade o que os jornais estamparam na semana: o Tricolor aparece como clube de futebol e o carioca como exemplo de empresa que recupera a situação financeira, o que interessa apenas, na prática até a página seis.
O São Paulo comemora o resultado. Quanto ao Flamengo, que tal escalar o contador como centroavante no próximo jogo?










