Desde março deste ano, quando a Portuguesa Londrinense fez o seu último jogo em casa pelo Paranaense-2007, o Estádio do Café está ocioso e sem receber jogos profissionais. A praça esportiva inaugurada em 1976, que já foi um dos maiores orgulhos da cidade, vive um momento de ocaso porque Lusa e Londrina decidiram mandar os seus jogos em estádios menores. Com isso, o Café só tem sido usado para eventuais partidas festivas.
A Lusa decidiu se mudar para Cambé em maio e passou a jogar no Estádio José Garbelini, após ter firmado parceria com a prefeitura e com o Clube Atlético Cambé (CAC) - a fusão deu origem ao CAC/Lusa. A decisão foi motivada pela busca de angariar torcida, algo que a Lusinha nunca conseguiu em Londrina.
Já o Tubarão, por decisão da diretoria, decidiu retornar ao Vitorino Gonçalves Dias (VGD) desde o início deste ano, tanto para ficar mais próximo da sua torcida quanto para atuar em um estádio mais adequado às competições regionais que disputaria em 2007: o Paranaense e a Copa Paraná.
Se dependesse apenas da vontade do presidente Peter Silva, o LEC estaria jogando no Café. ''Se o Londrina quer ser um time grande, precisa também pensar grande, a começar pelo estádio onde manda os jogos'', disse o cartola alviceleste em várias ocasiões. Porém, o LEC achou por bem retornar ao VGD porque desde 2005 não disputa nenhuma competição nacional. O último Brasileiro foi o da Série C daquele ano.
Distante das glórias do passado, o Estádio do Café agora fica fechado a maior parte do tempo e só reabre esporadicamente. Neste final de semana, por exemplo, começa a receber jogos de um torneio comemorativo aos 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, que prosseguirá até 7 de outubro. Antes disso, foi usado poucos dias, em julho, para uma ''pelada'' promocional de pilotos da Stock Car V8 e para três jogos da Copa Brasil de Futebol Sub-15. Dois meses antes, sediou o Torneio do Dia do Trabalhador, com equipes de bairros da cidade.

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