O Brasil 1 foi o veleiro que teve o melhor aproveitamento nas últimas 24 horas da Volvo Ocean Race, segundo o boletim das 13 horas de Brasília deste domingo, com 412 milhas completadas, contra 402 do ABN Amro One e 398 do Piratas do Caribe.
O equilíbrio tem sido o destaque da quarta etapa da Volvo Ocean Race, a mais tradicional regata de volta ao mundo. Tanto assim, que depois de mais de 5.000 milhas náuticas velejadas, a diferença entre os quatro primeiros é de apenas 56 milhas, ou cerca de 103 quilômetros.
O veleiro brasileiro, assim como o restante da flotilha, está entrando numa zona de alta pressão, ou seja, de poucos ventos. A tendência é de os barcos se juntarem nas próximas horas diminuindo ainda mais a diferença entre os participantes.
‘‘Esta zona de ventos mais fracos vai ser decisiva para a definição da chegada ao Rio de Janeiro’’, acredita o comandante Torben Grael, que levava o Brasil 1 mais ao oeste da flotilha, ou seja, mais próximo da costa (cerca de 700 milhas náuticas).
Em relação ao boletim das 7 horas, o Brasil 1 ganhou duas milhas em comparação ao líder, o ABN Amro One, que está, segundo o relato das 13 horas, a 1.277 milhas da Marina da Glória, no Rio de Janeiro.
‘‘Estamos bem cansados a bordo. Parte disso é uma reação ao fim do estresse passado nos mares do Sul’’, admite o norueguês Knut Frostad, um dos comandantes de turno do Brasil 1 .
‘‘Sabemos que até o final, esta será uma luta muito dura e estamos muito afim de vencer. Mas não é fácil: você não precisa necessariamente ser sortudo nesta disputa, mas também não precisa de azar algum. Quando as oportunidades surgirem, vamos brigar por elas. Esperamos encontrar alguns piratas em breve!’’, brinca o velejador, numa referência ao terceiro colocado nesta etapa, o Piratas do Caribe.

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