O botonista Victor Heremann, da equipe IVN Londrina, será o primeiro paranaense a integrar a seleção brasileira. Principal nome do time londrinense, o jogador foi convocado pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM) para integrar o selecionado que vai representar o Brasil no Campeonato Mundial, que acontece de 7 a 10 de junho, no Rio de Janeiro.
Heremann joga futebol de mesa desde criança e começou a disputar competições oficiais aos 12 anos. Desde então, tornou-se um dos principais jogadores do Paraná e do Brasil. Seu principal título individual é a Copa do Brasil de 2008. Com a equipe londrinense, o botonista foi campeão brasileiro interclubes no ano passado.
Heremann é um verdadeiro apaixonado pelo futebol de mesa. Na tentativa de fazer a modalidade crescer já foi também presidente da Federação Paranaense de Futebol de Mesa. Pelo currículo, fica fácil identificar o que esta tão esperada convocação significa para o botonista. ''É um sonho que se realiza. Poder representar o Brasil será inesquecível'', resumiu.
Mas ele não se contenta apenas em figurar entre os oito brasileiros que foram convocados. O jogador quer mais. Quer fincar ainda mais o seu nome na história da modalidade no Brasil com o título mundial. ''O Brasil é o grande favorito e tem tudo para ficar com o título. Espero que eu possa ajudar nessa missão'', afirmou Heremann.
Atual campeã do mundo - ganhou o título em 2009, na Hungria -, a seleção brasileira aparece como o time a ser batido nesta edição. A tradição é tanta que o País chega a exportar jogadores para outras seleções. A Itália, por exemplo, que tenta desbancar o time verde e amarelo, tem quatro brasileiros naturalizados em sua equipe. Além dos ''italianos'', outras 14 seleções vão tentar tirar o bicampeonato brasileiro. ''Romênia, Sérvia e Hungria também vêm fortes, o restante deve ser apenas figurante'', comentou o jogador.
Além de representar a seleção, Heremann vai disputar o campeonato mundial individual, assim como o companheiro de equipe Fernando Mazini. O torneio será realizado junto com o de seleções, também na capital carioca. Serão, ao todo, 64 botonistas lutando pelo maior título da modalidade no planeta. ''Será 'pegadíssimo', pois estarão lá os melhores do mundo. A diferença entre o campeão e o quinquagésimo pode ser mínima em termos de qualidade'', aponta o atleta de Londrina. Fabrício Santos, da equipe do Grêmio Literário Recreativo de Londrina, também vai para o mundial individual.

mockup