Uma reunião da Sociedade dos Amigos do Londrina, prevista para hoje à noite, vai marcar o início da operação ‘‘desmanche’’, que vai desmontar o time que o grupo de empresários londrinenses montou para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. O encontro que deverá contar com a presença do presidente da SAL, Abílio Medeiros, e dos dirigentes Raul Fulgêncio, Marcos Alexandre Domingos, Fábio Scaff, Aristides dos Santos, Cleber Tóffoli, Dorival Pagani e Mauro Viotto. É provável que outras pessoas que participaram parcialmente da SAL também compareçam, já que a própria sobrevivência da entidade será discutida na reunião, que ontem ainda não tinha horário e local marcados.
Os jogadores deverão ser chamados para os acertos a partir de amanhã. Segundo Raul Fulgêncio, para desmanchar o time a SAL terá que desembolsar cerca de R$ 270 mil: ‘‘E ainda precisamos viabilizar uma parte deste dinheiro.’’
Abílio Medeiros deve deixar a presidência da SAL, por força de compromissos profissionais (ele é também o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina). Raul Fulgêncio, que parece ser o candidato natural para suceder Abílio, está confiante na sobrevivência da SAL e acha que a maioria dos companheiros permanecerá no grupo.
O mais difícil parece ser um acerto com o presidente do clube, Marcelo Caldarelli, que planeja uma reunião (possivelmente já amanhã) para definir o futuro do futebol profissional do Tubarão. ‘‘Só o presidente Caldarelli pode inviabilizar a sequência deste trabalho que a SAL vem realizando’’ - disse Raul à Folha, deixando claro que a convivência do grupo com Caldarelli é impossível.
O presidente fala em montar um outro grupo, com a liderança do deputado federal José Janene, o apoio do novo prefeito Antonio Belinati e a participação de alguns dos integrantes da SAL.
Marcos Alexandre Domingues acha que ‘‘Caldarelli vai entregar todo o futebol para a SAL, porque não tem outra alternativa.’’
Algumas exigências deverão ser feitas pela SAL, para continuar tocando o futebol do Londrina: ‘‘Queremos administrar o Estádio do Café, para melhorar as suas condições e explorá-lo melhor. Tentaremos trazer um clássico paulista por mês, para rodadas-duplas com jogos do Campeonato Paranaense. E o Campeonato Estadual será um estágio para o time que disputará o Brasileiro’’ - explica Marcos Alexandre, que até admite a permanência de dois ou três jogadores do atual elenco, citando os nomes de Robson, Roberto Fonseca e Marcelo Souza.

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