No LEC, agitação é nos bastidores
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terça-feira, 15 de janeiro de 2002
Lúcio Flávio Moura 
As notícias do Londrina saíram do campo e foram para os bastidores. Sem amistosos marcados ou negociações em andamento para reforçar a equipe, o Tubarão está testando seu prestígio fora do campo. São quatro frentes simultâneas de batalha, três delas relacionadas à garantia de calendário para o time.
Na quinta-feira, o clube saberá se foi realmente incluído na tabela extraoficial da Copa do Brasil, como chegou a ser anunciado por diretores do clube. A tabela oficial só será divulgada após a aprovação dos presidentes de federações estaduais e de representantes da CBF em uma reunião no Rio de Janeiro no próximo dia 23. As informações de ontem na entidade, é que ainda restariam 20 vagas para convidados. Com o título nacional do Atlético Paranaense e sua consequente classificação para a Libertadores, o Londrina teve suas chances ampliadas, segundo fontes da própria CBF.
Também esta semana, no mesmo dia, o diretor de marketing do clube, Peter Silva, estará em São Paulo para participar de uma reunião com os membros do Clube dos Treze e dos participantes da Série B. O tema é a definição de como será a liga que gerenciará o Campeonato Nacional. O Londrina defende uma liga única, com departamentos para a Série B e C.
As outras duas batalhas são as mais difíceis e estão na Justiça. Uma é a provável disputa judicial com o empresário paulista Cícero Afonso da Silva pelos direitos do futebol do meia-ofensivo Nem e do meia-defensivo Edmilson, negociados sem contrapartida financeira ao clube. A outra é o pedido de indenização no caso da disputa judicial pela quarta vaga paranaense da Copa Sul-Minas. O clube quer cobrar R$ 1 milhão do Malutrom pelos prejuízos provocados pela ação que paralisou o Seletivo.


