A crise detonada pela ameaça de rebaixamento do Paraná à Série B do Brasileiro fez com que os atuais e antigos dirigente trocassem acusações, culpando-se mutuamente pelo fracasso na competição e pela situação de ‘‘pré-insolvência’’ financeira. No domingo, após sofrer a quarta derrota consecutiva, Dilso Rossi expôs um quadro tenebroso, afirmando que o tricolor estava ‘‘sem crédito na praça’’ e dinheiro para contratações.
Rossi disse ter herdado dívidas em torno de R$ 8 milhões. Pressionado pela torcida, que exigia sua renúncia, o presidente pediu ajuda do Conselho Deliberativo para encontrar uma solução.
Ontem à tarde, a Folha ouviu os ex-presidentes Ernani Buchmann (gestão 96/97) e Ocimar Bolicenho (94/95), que deram suas versões dos fatos.
Buchmann saiu atirando: ‘‘Deixei uma dívida de R$ 6,7 milhões e se em dez meses o valor chegou aos R$ 8 milhões é por incompetência do atual presidente. Ele não conhece futebol. É um burocrata administrativo que desmontou o time que foi pentacampeão paranaense’’. Na administração de Buchmann foram negociados os jogadores Paulo Miranda, Ricardinho e Perdigão. ‘‘O orçamento da minha gestão previa R$ 10 milhões e arrecadei R$ 17 milhões’’.
Bolicenho afirmou que deixou o cargo com uma dívida de R$ 1.462,00 e que Rossi não tem culpa do atual estado de coisas. ‘‘Infelizmente, ele (Rossi) não é do ramo. Do jeito que está, o futebol não é viável. O clube tem que procurar outras alternativas de renda’’.

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