No Fluminense, crise é agravada a cada partida
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quinta-feira, 13 de agosto de 1998
Agência Estado 
A cada jogo disputado na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, a crise no Fluminense só se agrava. O empate de 1 a 1, contra o Paysandu, no Maracanã, na quarta-feira, além de não tirar o time da última colocação do grupo D, levou a diretoria a pedir à Polícia Militar que protegesse a sede do clube logo após o término do jogo, com medo que os torcedores mais exaltados invadissem o clube ou, mesmo, quebrassem os vitrais históricos. Mais de 20 policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar, de Botafogo, se postaram em torno do clube à espera do pior. Mas nenhuma ocorrência foi registrada durante a madrugada.
O vice-presidente de futebol, Antônio Gonzales, que depois do jogo disse que entregaria o cargo, desistiu da decisão. Ele afirmou, ontem, que só largaria a vice-presidência se o demitissem. Eu não sou de largar o barco no meio das dificuldades. O técnico Delei, que antes preferia não tocar em assuntos políticos do clube, desabafou após a partida, ainda no Maracanã, que algumas pessoas que se apresentam para ajudar, acabam piorando a situação, numa alusão direta a Gonzales.


