No fim, fez a diferença a experiência dos veteranos. Ou seria dos Meninos de 2003?
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segunda-feira, 04 de maio de 2015
RUSSEL DIAS<br>russellopes@ lancenet.com. br 
Nostalgia é pouco para definir a alegria do santista na tarde/ noite de ontem. Não só por ter conquistado um título em casa depois de quatro anos, tampouco pela roda dos jogadores de branco no meio do gramado durante o intervalo, relembrando o Brasileirão de 1995.
Ver Robinho, Ricardo Oliveira e Renato atuando em alto nível em uma decisão era lembrança de 12 anos atrás. E daquelas nem tão boas, já que entre um Brasileirão e outro (2002 e 2004), os Meninos da Vila que tinham a companhia de Ricardo Oliveira no ataque amargaram um vice da Libertadores para o temido Boca Juniors da Argentina.
O que se viu ontem foi de encher os olhos de qualquer um, principalmente de um santista apaixonado, que depois da Era Neymar se decepcionou seguidamente.
Renato chapelou Valdivia, Robinho pedalou, chamou a responsabilidade, e Ricardo Oliveira fez o que sabe: balançou a rede.
O Santos de Marcelo Fernandes não deu um nó tático no Palmeiras, pelo contrário, fez o simples: pressionou em sua casa, abriu os espaços e concluiu como deveria.
O Peixe fez em casa o que está acostumado: massacrou o adversário sem fazer nada extraordinário taticamente. Simplesmente jogou, tirando das costas um peso com uma carga misturada: uma má gestão de anos, atrasos salariais e dúvidas. Em campo, o time manteve seu tradicional 4-2-3-1, colocado em prática pelo derrotado Oswaldo de Oliveira, mas falou mais alto o emocional, o "coração na ponta da chuteira", como costuma dizer David Braz, um dos símbolos de raça desse time.
Para testar o coração alvinegro, a decisão ficou para os pênaltis. Já na mão dos Meninos mais novos, o Peixe trouxe para casa o alívio.



