No embate das torcidas, também deu Tubarão
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domingo, 06 de junho de 1999
Ranulfo Pedreiro 
Atrás de uma solitária bandeira do Vasco, um palmeirense torcia fanaticamente pelo Tubarão ontem no Estádio do Café. Segurando uma bexiga azul, o estudante Rafael Antonio dos Santos, 17 anos, não escondia a empolgação e arriscava um palpite para a primeira partida da final do Campeonato Paranaense d Série A-2, realizada entre Londrina e Portuguesa: 2 a 0. Na mosca.
No campo, uma situação insólita. Considerado a casa do Tubarão, o Estádio do Café foi ontem da Portuguesa, que tinha mando de jogo. Ao LEC foi destinado o vestiário dos visitantes. O detalhe não foi incômodo. Com o joelho operado, o centroavante Fábio Nascimento circulou convicto pelos bastidores. O que importa é o jogo dentro de campo, comentou.
Como as bolas demoraram a chegar, a partida foi iniciada com cinco minutos de atraso. A pequena torcida da Portuguesa empurrava o time das numeradas e das cadeiras cativas. Do outro lado do estádio, Sangue Azul e Falange Azul comandavam o batuque das gerais com gritos exaltando o Tubarão. Mesmo com fiéis torcedores, as duas equipes levaram pouca gente ao campo.
No primeiro tempo, a Portuguesa atacou com vontade, apoiada pela torcida, enquanto os fãs do Londrina passaram silêncios eventuais. O trio de arbitragem entrou na mira da torcida da Portuguesa com a marcação de um impedimento suspeito. O técnico Livio Vieira acabou xingando o bandeirinha e foi expulso. Posteriormente, reconheceu o excesso e desculpou-se.


