Rio - No dia do aniversário de 109 anos do Fluminense, nesta quinta-feira, a diretoria do clube apresentou à torcida três importantes reforços para a continuação do Campeonato Brasileiro e a próxima temporada. O meias argentinos Alejandro Martinuccio, ex-PeÀarol (Uruguai), e Manuel Lanzini, do River Plate (Argentina), e o atacante Rafael Sobis, do Al Jazira (Emirados Árabes Unidos), foram apresentados pelo presidente do Fluminense, Peter Siemsen, na tribuna do estádio das Laranjeiras.
A ocasião era festiva, dado o sucesso dos dirigentes em reforçar o combalido elenco tricolor no último dia de abertura da janela de transferências internacionais. Mas havia um detalhe a incomodar. Afinal, como fica a situação de Martinuccio, que assinou pré-contrato com o Palmeiras? Questionado especificamente pela reportagem se assinou de próprio punho um acerto para deixar o PeÀarol e jogar no clube alviverde paulista, o meia primeiramente foi interrompido pelo vice-presidente Sandro Lima, que não queria que o jogador se pronunciasse. Martinuccio pediu o microfone, mas fugiu do assunto.
''Se estou aqui é porque queria estar aqui. Vim para o campeão (brasileiro)'', disse secamente o argentino.
O presidente Peter Siemsen, porém, confirmou que existe o pré-contrato ao garantir que o clube está tranquilo quanto ao acerto com um dos destaques da última Libertadores. Segundo ele, há falhas na documentação. ''Estamos respaldados por um parecer (jurídico) de advogados respeitados. Não vou falar sobre o caso. O Palmeiras já disse que vai levar o caso à Fifa e vamos responder em juízo''.
Para atravessar o negócio com o Palmeiras, o Fluminense seduziu Martinuccio com salários muito maiores do que aqueles oferecidos pelo clube paulista (no time alviverde receberia em torno de R$ 90 mil). Além disso, os cariocas pagaram R$ 1,3 milhão ao PeÀarol.

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