A ABERTURA
No dia 18, começou em Cascavela luta por duas vagas olímpicas
Edson MazzettoDesfile das bandeiras ainda na tarde do dia 18: apresentação de danças folclóricas fez parte da solenidadeNey de SouzaLance de Uruguai x Peru: vitória da Celeste no primeiro jogoNey de SouzaLance de Argentina x Paraguai: ‘dream team’ voltaria humilhadoCom um nome bem sugestivo, o Estádio Olímpico de Cascavel foi o palco da abertura do torneio – no dia 18 de janeiro – e do início da briga pela vaga para as Olimpíadas de Sydney. Na abertura, apresentação da arte e cultura das etnias e colônias estabelecidas em Cascavel. Logo em seguida, a estréia: Uruguai e Peru se enfrentaram no primeiro jogo do Grupo B, que reuniu as seleções do Paraguai, Bolívia, Peru, Uruguai e Argentina.
A seleção uruguaia, que chegou com força total, incluindo quatro jogadores que jogam no exterior, venceu o Peru facilmente por 2 a 0. Os destaques da partida foram o volante Garcia e o zagueiro Rivas, companheiro de Ronaldinho na Inter de Milão.
Depois da vitória uruguaia, foi a vez da segunda equipe favorita do Grupo B entrar em campo. A Argentina, que chegou se achando o ‘‘dream team’’ do futebol, enfrentou o Paraguai, que tinha o privilégio da torcida a seu favor, mas que não aguentou a pressão dos atacantes Aimar e Saviola. Jogadores que, segundo o River Plate da Argentina, tem o passe avaliado em US$ 40 milhões de dólares.
A equipe Celeste, comandada pelo técnico Victor Púa, terminou a primeira fase do campeonato invicta e com 100% de aproveitamento.
No quadrangular final o Uruguai já não teve tanta sorte, ou melhor, tanto futebol. Dos quatro jogos, não venceu nenhum. O goleiro Carini, que tinha sofrido apenas dois gols na primeira fase, sofreu nove na final. O Uruguai voltou para casa decepcionado com o quarto e último lugar do torneio.
A Argentina ficou em segundo do Grupo B, com duas vitórias, um empate e uma derrota. Mas, no quadrangular final, só deu vexame, perdendo inclusive a vaga olímpica para a seleção chilena, que até então era considerada o ‘‘patinho feio’’ do campeonato e que só se classificou graças a goleada brasileira (9 a 0) sobre a Colômbia.
O ‘‘dream team’’ voltou para casa humilhado e envergonhado com o terceiro lugar do torneio e sem a tão sonhada classificação olímpica. No Aeroporto em Londrina, os jogadores se recusaram a falar com a imprensa e se esconderam dos fotógrafos.
Sonho frustrado – As seleções do Paraguai, do Peru e da Bolívia, não conseguiram chegar sequer ao quadrangular final. O Paraguai, apesar de contar com o apoio da torcida cascavelense, terminou a primeira fase em quarto lugar, com apenas três pontos, em quatro jogos. E deixou a desejar, já que tem tradição no futebol e contava com o jogador Santa Cruz, do Bayern de Munique, que não jogou o que se esperava dele.
O Peru, que ficou em terceiro lugar, chegou a assustar o frustrado ‘‘dream team’’ na primeira fase. Se fizesse um gol a mais, estaria classificado para a quadrangular final no lugar da Argentina. Mas morreu na véspera, apesar da goleada de 5 a 2 sobre a Bolívia.
Já a Bolívia, que chegou com toda pose de quem mostraria um bom futebol, terminou a primeira fase com quatro jogos e quatro derrotas, ficando em último lugar do Grupo B. Quando chegou a Cascavel a seleção boliviana realizou um treino secreto. O técnico boliviano, Héctor ‘‘Bambino’’ Meira, fez questão de fechar o portão do Estádio Ninho da Cobra e depois ainda guardou a chave no bolso. O que não adiantou muito: logo todo mundo pôde ver que o futebol boliviano não era de preocupar ninguém.