São Paulo - O filme que está sendo exibido aos palmeirenses já foi visto em 2002. E todos sabem o final. Por isso, algo precisa ser feito para que o roteiro possa ser alterado a tempo. O técnico Jair Picerni, embora estivesse longe do Palestra Itália no ano passado, também assistiu à trágica história e sabe que terá dificuldades para acertar o elenco e fazê-lo produzir da forma que o espectador deseja. Ontem, na chegada a São Paulo, dia seguinte à sofrida vitória sobre o Operário-MT por 1 a 0, pela Copa do Brasil, o treinador deu os primeiros sinais de desespero. ''Vamos ter muito trabalho pela frente para acertar o time, não é normal vencer jogos como aquele com tanta dificuldade.'' E cobrou reforços da diretoria. Acredita que será necessária a contratação de pelo menos mais um volante e um atacante para que a equipe não faça papel feio no primeiro semestre.
Picerni tem consciência de que o início de trabalho não é nada animador. Semelhante ao do ano passado. Sem craques, sem elenco, sem uma base. O time apresentou três escalações diferentes nos três jogos que disputou neste começo de temporada e pode sofrer alterações novamente para a partida de amanhã, diante do Guarani. O desempenho da dupla de zaga, formada por Índio e Dênis, na quarta-feira, causou pânico nos palmeirenses.
E a exigência de mais dois reforços, depois do início do Paulista e da Copa do Brasil, quando a comissão técnica já planejava estar com o grupo fechado, é prova da preocupação. O treinador admite a pessoas próximas que o elenco é bem limitado, embora não diga isso publicamente. Está aborrecido. Havia pedido, antes da pré-temporada, a contratação de Ramón, Mancini, Dininho, Ricardo Oliveira. A diretoria não foi capaz de trazê-los. Chegaram os desconhecidos Dênis, Carlos Castro, Everaldo, Tony...

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