São Pau­lo - O ata­can­te Klé­ber acei­tou dar en­tre­vis­ta à Agên­cia Es­ta­do ­após al­gu­ma in­sis­tên­cia. Mas im­pôs uma con­di­ção: não fa­la so­bre a fa­ma de vio­len­to e as ­duas ex­pul­sões na Co­pa Li­ber­ta­do­res des­te ano pe­lo Cru­zei­ro. O jo­ga­dor ­quer afas­tar a to­do cus­to a ima­gem de bad boy, por ­mais que as ati­tu­des den­tro do cam­po a re­for­cem.
  Prin­ci­pal con­tra­ta­ção do clu­be de Be­lo Ho­ri­zon­te pa­ra a tem­po­ra­da de 2009, o ata­can­te que vi­rou ído­lo do Pal­mei­ras fez ju­ras de ­amor ao ti­me de Pa­les­tra Itá­lia, on­de so­nha um dia ga­nhar o tí­tu­lo da Li­ber­ta­do­res.
  Agên­cia Es­ta­do - Co­mo foi a mu­dan­ça do fu­te­bol pau­lis­ta pa­ra o mi­nei­ro? Há di­fe­ren­ça?
  Klé­ber - Den­tro de cam­po, tu­do bem. Es­tra­nhei um pou­co no co­me­ço por­que Be­lo Ho­ri­zon­te, em re­la­ção a São Pau­lo, tem ­mais jei­to de in­te­rior. Mas não é di­fí­cil se adap­tar ao fu­te­bol e à ci­da­de. Pa­ra ­quem es­ta­va acos­tu­ma­do a vi­ver na Ucrâ­nia, Be­lo Ho­ri­zon­te é fá­cil.
  AE - Vo­cê che­gou ao Cru­zei­ro já co­mo ído­lo e es­pe­ran­ça de ­gols da equi­pe. A res­pon­sa­bi­li­da­de cres­ce em uma si­tua­ção co­mo es­sa?
  Klé­ber - É uma res­pon­sa­bi­li­da­de ­maior, sem dú­vi­da. Che­guei ao Cru­zei­ro de for­ma bem di­fe­ren­te do que foi no Pal­mei­ras, on­de fui mos­tran­do meu po­ten­cial no de­cor­rer das par­ti­das. ­Aqui já exis­te a res­pon­sa­bi­li­da­de. Mas pa­ra mim não tem pro­ble­ma. Ser ído­lo era o meu prin­ci­pal ob­je­ti­vo quan­do de­ci­di vol­tar pa­ra o Bra­sil.
  AE - Em seu pe­río­do no Pal­mei­ras vo­cê con­quis­tou a con­di­ção de ído­lo e a tor­ci­da fez até pro­tes­tos pe­la sua per­ma­nên­cia. Acom­pa­nhou tu­do is­so?
  Klé­ber - Acom­pa­nhei. Fi­quei mui­to fe­liz por ter cor­res­pon­di­do ao que os tor­ce­do­res es­pe­ra­vam. Nun­ca es­con­di que a mi­nha prio­ri­da­de e meu de­se­jo ­eram con­ti­nuar por­que já co­nhe­cia os jo­ga­do­res e a for­ma de ­atuar. Mas não deu cer­to. Sou mui­to gra­to ao Pal­mei­ras por tu­do o que fez pe­la mi­nha car­rei­ra. Ti­nha gen­te que nem se lem­bra­va ­mais de mim e o clu­be foi me bus­car na Ucrâ­nia. Já es­ta­va per­fei­ta­men­te adap­ta­do na ci­da­de on­de a mi­nha fa­mí­lia mo­ra­va e que­ria ter fi­ca­do.
  AE - Vai vol­tar pa­ra o Par­que An­tarc­ti­ca no fu­tu­ro?
  Klé­ber - Es­pe­ro um dia po­der vol­tar. Foi o ti­me que mu­dou a mi­nha for­ma de ver o fu­te­bol. Acom­pa­nho os jo­gos e vi­rei tor­ce­dor do Pal­mei­ras. Que­ro vol­tar um dia pa­ra, ­quem sa­be, con­quis­tar a Co­pa Li­ber­ta­do­res. Fi­cou fal­tan­do um tí­tu­lo de ­mais ex­pres­são na mi­nha pas­sa­gem pe­lo clu­be. Ga­nha­mos ape­nas o Pau­lis­tão.
  AE - Vo­cê não que­ria vol­tar pa­ra a Ucrâ­nia e foi pa­ra o Cru­zei­ro. Com que ob­je­ti­vo?
  Klé­ber - Meu gran­de ob­je­ti­vo é ves­tir a ca­mi­sa da se­le­ção bra­si­lei­ra. Eu já dis­pu­tei Mun­dial Sub-20 e dá pa­ra ter uma di­men­são do que é, mas não é a mes­ma coi­sa da prin­ci­pal. Só fa­zen­do ­gols e aju­dan­do o ti­me vou ser lem­bra­do.
  AE - Pa­ra o Keir­ri­son, Van­der­lei Lu­xem­bur­go de­fen­deu a te­se de que, atuan­do no Bra­sil, ele tem ­mais chan­ces de che­gar à se­le­ção e dis­pu­tar a Co­pa por­que na Eu­ro­pa a con­cor­rên­cia é ­maior. Is­so ser­ve pa­ra vo­cê tam­bém?
  Klé­ber - ­Olha, eu não sei se é bem as­sim. ­Quem es­tá atuan­do lá fo­ra aca­ba ten­do pe­so ­maior nas con­vo­ca­ções. Mas ca­da ca­so é um ca­so. Se um jo­ga­dor es­tá fa­zen­do ­gols em um clu­be gran­de no ex­te­rior e ou­tro es­tá fa­zen­do ­gols em um ti­me gran­de da­qui, ­quem es­tá fo­ra tem ­mais chan­ces de ser cha­ma­do, o que é nor­mal. É ­mais di­fí­cil jo­gar na Eu­ro­pa, é ­mais aguer­ri­do. Um Man­ches­ter Uni­ted e Chel­sea são ­mais ob­ser­va­dos que um Co­rin­thians e Pal­mei­ras, por exem­plo.

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