São Paulo - O jovem Felipe, então com 21 anos, viveu o maior constrangimento de sua vida no fim de 2005. Mais precisamente em 10 de setembro daquele ano, após o empate por 3 a 3 com a Portuguesa, em pleno Estádio Barradão, em Salvador e o consequente rebaixamento do Vitória para a Série C do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, ele foi acusado pelo presidente do clube baiano, Paulo Carneiro, de ter recebido R$ 5 mil para entregar o jogo.
Ainda nos vestiários do Barradão, Felipe diz ter ouvido frases racistas e bastante agressivas do presidente do Vitória, que o teria chamado de ''negro safado'', ''preto vagabundo'' e ''vendido''. Amparado pela mãe, Rita Maria, e o pai, Jorge Luiz, o goleiro teve forças para não abandonar a carreira. Ergueu a cabeça, trocou o clube baiano pelo futebol paulista e hoje, aos 23 anos, concretiza o sonho de vestir a camisa do Corinthians.
''Finalmente dou a volta por cima na carreira e chego a um clube grande. Até porque o Vitória deixou de ser forte faz tempo'', afirmou Felipe, mostrando que ainda guarda mágoa do clube onde nasceu para o futebol. Depois da boa campanha com o Bragantino no Paulistão, chegando às semifinais - só caiu diante do Santos -, o goleiro está entusiasmado com perspectivas para a nova fase da sua carreira.
''Esta será a maior vitória da minha carreira. Não vejo a hora. É um sonho que se realiza, onde posso, enfim, conquistar títulos e mostrar o meu futebol. Já ajudei a colocar o nome do Bragantino em evidência, agora é a vez de todos conhecerem o Felipe'', disse o goleiro.
Felipe já tem tudo acertado com o Corinthians, faltando apenas assinar o contrato.

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