No clássico paulista, Santos encara o algoz Palmeiras
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sábado, 09 de julho de 2011
Daniel Akstein Batista e Sanches Filho <br> Agência Estado 
São Paulo - O Santos se acostumou a entrar como favorito nas últimas competições. Seu time, formado por Neymar, Paulo Henrique Ganso e outros jovens, tem mostrado competência e, claro, conquistado títulos. Mas a história muda quando o confronto é contra o Palmeiras, ultimamente seu algoz e adversário deste domingo no Pacaembu, às 18h30, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro.
Apesar de estar em desvantagem nos números do Brasileirão (16 vitórias e 18 derrotas), o Palmeiras tem se saído bem na ''era Neymar''. Desde que ele estreou, o time alviverde só perdeu os dois primeiros confrontos, na semifinal de 2009, quando o garoto ainda não tinha elevado seu status.
Depois, nos últimos seis confrontos, o Palmeiras levou a melhor quatro vezes. E dois dos triunfos foram conquistados na Vila Belmiro, justamente nas campanhas vitoriosas do adversário: Estaduais de 2010 e 2011. ''Nem participei disso. Para mim, será só um grande clássico e precisamos da vitória para brigar pelo título'', disse Muricy Ramalho, ignorando o mini tabu.
Nem o favoritismo dos últimos tempos conta a favor dos santistas neste domingo. Afinal, o time está sem suas principais estrelas (Paulo Henrique Ganso, Neymar e Elano estão com a seleção brasileira na Copa América). Para complicar, os palmeirenses, que mandam o jogo, devem contar com a volta de Kléber e Marcos.
Apesar dos desfalques, o Santos entra mais forte do que na última rodada, quando venceu o América-MG por 1 a 0. O retorno de Diogo (recuperado da fratura por estresse numa vértebra), para jogar ao lado de Borges, a recuperação de Danilo e a provável escalação de Felipe Anderson na armação vão dar maior equilíbrio ao campeão sul-americano. ''Estou tentando formar um time. Ainda dependo de algumas coisas'', afirmou Muricy. ''Estou usando o que tenho de melhor aí e mais os jogadores que estão voltando da seleção (sub-20)''.
Luiz Felipe Scolari e comandados comemoram a ausência de Paulo Henrique Ganso e Neymar, principalmente, mas avisam que o Santos dará trabalho mesmo com os considerados reservas. ''Se estão no clube é por que têm qualidade'', ressaltou Felipão. O treinador, aliás, espera uma melhora no time após o empate por 1 a 1 com o América-MG, na última quinta-feira, em Sete Lagoas. ''Temos de ter mais qualidade para conseguir a vitória'', pediu, torcendo para o setor de criação funcionar.
O zagueiro Thiago Heleno, suspenso, será o desfalque do time alviverde. E, após duas rodadas sem atuar por causa de lesão na coxa, Kléber deve retornar ao ataque, fazendo, assim, seu sétimo jogo pelo time no Brasileirão e acabando com as esperanças do Flamengo em contratá-lo.
Uma atração à parte será a presença de Maikon Leite, que reencontrará o ex-clube e garante que não vai comemorar no caso de marcar um gol. ''Sem chance de comemorar'', avisou o atacante.


