No caso Bruxo, TJD-PR faz investigação interna
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terça-feira, 08 de novembro de 2005
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná vai passar a semana realizando uma investigação interna para concluir os trabalhos do segundo inquérito do ''caso Bruxo'', de supostos esquemas de manipulação de resultados no futebol paranaense. De acordo com o auditor que preside o processo, Paulo César Gradella Filho, há material suficiente para terminar o relatório, mas também existe possibilidade de novas intimações antes do término, previsto para a semana que vem.
A investigação interna é a pesquisa e avaliação de outros advogados da comissão de inquérito do TJD-PR sobre o caso. Além dos depoimentos já colhidos, a equipe relaciona a documentação providenciada pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) com as denúncias e então emite uma conclusão, anexada ao relatório final.
Sobre as evidências de crime e possíveis indiciados a julgamento, Gradella Filho preferiu aguardar antes dar qualquer declaração conclusiva. ''Por enquanto prefiro me manter em silêncio para não prejudicar o trabalho'', disse ontem à tarde.
Esse inquérito, o segundo do ''caso Bruxo'', é baseado nas declarações do ex-árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, que acusa o presidente da FPF, Onaireves Moura, de ter feito parte de um esquema para beneficiar o Operário na Série Ouro do Campeonato Paranaense de 2000.
Como desdobramento, a comissão também avalia denúncia de Moura, que atacou o árbitro aposentado e presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná, Amoreti Carlos da Cruz. Moura acusou Amoreti de negociar escalas de arbitragem antecipadas no Atletiba da final de 2004, auxiliado pelo ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Fernando Luiz Homann. O prazo para o término do inquérito é no próximo dia 15.


