Foi com belas atuações pela lateral-direita que o londrinense Rafinha brilhou no Coritiba, ganhou a Alemanha com a camisa do Schalke 04 e chegou à seleção brasileira. Por isso, seu primeiro objetivo neste regresso ao futebol alemão, agora com a camisa do gigante Bayern de Munique, é voltar às origens, para poder brilhar novamente.
Na temporada que passou no futebol italiano, o jogador foi utilizado no meio-campo pelos dois treinadores que trabalharam no Genoa. Isso atrapalhou os planos do jogador de voltar à seleção brasileira. ''Só fiquei triste porque joguei fora da minha posição. Eu tinha meus objetivos pessoais, que era a seleção, e assim não aparecia'', disse o lateral.
De férias em Londrina, o novo contratado do Bayern recebeu a reportagem da FOLHA em seu apartamento para falar sobre o futuro. Rafinha embarca dia 29 para Munique. De lá, segue para Trentino, na Itália, onde seu novo clube fará a pré-temporada. No Bayern, ele trocou a camisa de número 18 pela 13, porque o atacante Miroslav Klose já usava a numeração. Apesar de o segundo maior artilheiro das Copas ter se transferido esta semana para a Lazio, Rafinha vai continuar com a 13 mesmo. ''Foi com esse número que joguei na seleção'', justificou.
Temporada na Itália
Jogar na Itália foi bom como experiência, mas eu estava acostumado com o Campeonato Alemão e foi uma mudança muito grande. A Alemanha está mais evoluída. A temporada não foi do jeito que eu queria. O Genoa é um time que abre o mercado na Itália para fazer negócios. Lógico que almeja vagas em competições europeias, mas o título para eles é ganhar o clássico com a Sampdoria. Infelizmente é assim. Fiz 25 anos, mas muita gente acha que tenho 30, porque saí muito cedo, com 18 anos. Nunca vi nada como o Genoa. É uma grande família.
Gol no clássico genovês
Virei o 'Rei de Genoa'. Fizeram quadro para mim, camisa comemorativa. Tinha o princípe, que era o Milito (argentino, agora na Inter). Era um jogo atrasado, que era para ser na véspera do Natal. Lá, o vencedor manda o cartão de Natal do time para tirar sarro do outro. O jogo foi adiado por causa da neve e foi realizado perto do Carnaval. Daí, virou o dérbi do carnaval. Já joguei um Schalke x Dortmund com 90 mil pessoas no estádio, mas não se compara ao clássico de Genoa.
Volta à Alemanha
Volto diferente. Amadureci bastante nestes últimos anos. Fiquei cinco anos e meio no Schalke. Cheguei lá com 18 anos. Hoje, leio o jogo de forma diferente. Não faço algumas coisas que fazia antes.
Élber
Ainda não tive o prazer de encontrar com o Élber, mas com certeza vou conversar com ele. Foi ídolo no Bayern, conquistou vários títulos lá e pode me ajudar nessa adaptação. Jogar no Bayern não é para qualquer um, não é fácil.
Seleção
Maicon e Daniel são dois grandes amigos meus. Nem me convém falar de seleção agora. Tive chances com o Dunga e foi ótimo. Fui para a Olimpíada. Agora, tenho que jogar o que sei. Claro que tem diferença jogar no Bayern e no Genoa, sem desmerecer o Genoa. Vou jogar como lateral de novo, jogar como sempre fiz e, automaticamente, vai vir uma nova convocação, mas não vou pensar nisso agora.

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