No bar viking, decepção brasileira
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terça-feira, 23 de junho de 1998
Marcos Freitas e Adriana Ribeiro 
Mais de cinquenta pessoas, todas torcendo para o Brasil, assistiram à Seleção Brasileira perder para a da Noruega numa verdadeira casa norueguesa em Curitiba. Ou melhor, num bar Viking. Vestidos com os tradicionais chapéus Viking, eles estavam muito animados antes do jogo e todos previam uma fácil vitória do Brasil sobre o time norueguês. Os proprietários da Cervejaria Asgard decoraram o ambiente, que tem todas as características Viking, com bandeiras verde e amarelo e os presentes assistiam ao jogo por um telão, que ficava dentro de uma nau Viking.
Para a médica Deborah Neridini, 36 anos, que assiste todos os jogos da seleção no bar, o Brasil não jogou bem, mas também não merecia perder. O juíz ajudou o time deles, disse. Ela, que confiava numa vitória brasileira antes do jogo, estava um pouco triste depois da derrota brasileira, mas disse que acredita num melhor resultado contra o Chile. Sábado tem mais, disse ela, confiante numa vitória brasileira na partida de sábado. Já o proprietário do bar, Lauro Linhares, 41 anos, que há um ano resolveu montar o bar na cidade, disse que mesmo trabalhando com a tradição da Noruega, a torcida é toda para o Brasil. Sobre a derrota, ele resumiu numa frase: Coisas do futebol.
Marcelo AlmeidaCristofer Kwitschal enrolou a bandeira e foi para casa desanimado, ao lado da namoradaA Avenida Batel, em Curitiba, que estava fechada para receber os torcedores após o jogo do Brasil, continuou vazia depois da partida. Os poucos torcedores que passavam pelo local estavam cabisbaixos e não se aventuravam em fazer festa. Foi o caso do estudante Cristofer Kwitschal, 20 anos, que estava indo embora para casa após assistir ao jogo na casa de amigos. Ele, com a bandeira do Brasil enrolada debaixo do braço, e abraçado à estudante Letícia Geraldi, 20 anos, era a própria imagem da desilusão do brasileiro após a derrota do Brasil. Sobre o jogo ele falou pouco: Estou muito decepcionado com o time do Brasil.
Trânsito O fato do Brasil já estar classificado para as oitavas de final não desempolgou os curitibanos, na tarde de ontem, quando a Seleção Brasileira enfrentou o time da Noruega. Uma prova foi o corre-corre da população nas ruas da cidade, meia hora antes do início da partida. Na área central, os pontos de ônibus ficaram completamente lotados e muitos congestionamentos acabaram atrapalhando quem estava se deslocando para assistir ao jogo.
Para garantir um fluxo melhor dos carros, vários policiais do Batalhão de Trânsito de Curitiba (BPTran) e da Diretran permaneceram nos principais cruzamentos do centro da cidade. Para o policial Luciano Batista, que trabalhava nas esquinas das ruas Conselheiro Laurindo e Luiz Leão, o trânsito estava muito tumultuado. Todo mundo está com pressa para ir embora, comentou. Atento, Batista chegou a notificar um motorista que avançou o sinal vermelho.


