Londres - Foram duas atuações ruins, contra Austrália e Grã-Bretanha, mas vieram as vitórias. Hoje, em jogo que já pode encaminhar a classificação para as quartas de final do torneio masculino de basquete, a seleção brasileira tenta conseguir uma exibição mais confiável contra a Rússia, a partir das 12h45 (de Brasília). Mas, para isso, terá que parar o pivô Andrei Kirilenko, cestinha do torneio, com média de 25,5 pontos por jogo e um aproveitamento de 80% nos lances de dois pontos.
Kirilenko, de 2,09 m, marcou 35 pontos na partida de estreia dos russos, uma vitória por 95 a 75 contra a Grã-Bretanha. No segundo jogo, diante da China (73 a 54), fez mais 16. Hoje, espera-se que o pivô tenha um pouco mais de dificuldade, já que precisará superar o garrafão brasileiro com Nenê, Anderson Varejão e Tiago Splitter.
Afinal, se o ataque tem comprometido, a atuação defensiva é o que levou a equipe brasileira à vitória nas duas partidas iniciais em Londres. Para o técnico Rubén Magnano, é uma ''quebra de paradigma'', que mostra que os brasileiros não são comprometidos apenas com a ofensividade. ''Realmente, é uma arma que a gente tem'', afirma Tiago Splitter. Mas para superar a Rússia, o ataque vai ter que começar a funcionar.
Rubén Magnano está preocupado com o número de arremessos desperdiçados, especialmente na linha dos três pontos - o aproveitamento contra a Grã-Bretanha foi de pífios 14%. O técnico deduz que o problema está relacionado à questão mental, já que os jogadores se mostraram bastante ansiosos por causa da estreia olímpica. ''Não é normal que atletas com porcentuais bons em seus clubes (como Leandrinho e Marcelinho Machado) estejam tão mal.''

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