Nível técnico da Superliga recebe críticas Agência Estado De São Paulo O nível técnico da Superliga Masculina e Feminina de Vôlei de 1999/2000 está recebendo muitas críticas. Jogadores, técnicos, dirigentes e patrocinadores mostram seu descontentamento, com a discutível qualidade de algumas equipes, como o time feminino do Petrobras/Força Olímpica, de Brasília, que perdeu os 20 jogos que disputou no torneio. ‘‘A competição teve poucos jogos de alto nível na fase de classificação’’, comenta o técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, do Rexona. ‘‘Não sei até que ponto é válida a participação de equipes fracas, sem condições de brigar por uma boa colocação.’’ Para tentar melhorar a Superliga, a CBV pediu sugestões para as pessoas envolvidas no torneio e recebeu diversas propostas dos envolvidos. Uma das medidas que a entidade estuda, enviada pela Federação Paulista (FPV), é a criação de duas divisões - uma só com times fortes, candidatos ao título. Outra sugestão recebida é o Projeto Ouro e Prata, sugerido pelo BCN/Osasco, que defende a mudança no sistema de disputa da competição. Em vez do sistema controvertido adotado esta temporada para a segunda fase do torneio, em que o terceiro colocado na fase de classificação enfrenta o quinto e o sétimo num grupo e o quarto joga contra o sexto e o oitavo, no outro, com a possibilidade de uma equipe perder de próposito para fugir de confrontos mais difíceis, os times teriam objetivos mais claros. O projeto, elaborado pelo técnico Sérgio Negrão, prevê a divisão dos 12 clubes participantes da fase classificatória em duas séries: a Ouro, com os seis mais bem colocados, e a Prata, com os seis restantes. O sistema de disputa para as duas séries seria o mesmo. Os dois primeiros colocados no turno e returno estariam classificados para as semifinais, enquanto os times que ficarem em terceiro, quarto, quinto e sexto lugares disputariam um playoff.