As provocações ficaram restritas à ‘guerrinha particular’ que os dois clubes deflagraram durante a semana do derby da cidade. Os dirigentes Amarildo Vieira (Lusa) e Agostinho Garrote (Londrina) - quem perdesse teria a cabeça raspada - trocaram cumprimentos cordiais depois de um jogo bem disputado, mas sem nenhuma violência dentro e fora do gramado do Estádio do Café.
Amarildo só reclamou da atuação - boa, aliás - de Antonio Denival de Moraes. ‘‘A a camisa do Londrina pesou para a arbitragem, que deu quatro minutos de descontos. Isso permitiu que eles (do Londrina) empatassem’’, reclamou Amarildo, que permaneceu em pé, em frente ao alambrado do ‘morrinho’, indiferente à presença dos torcedores do Londrina. Um deles retinha uma bola, mas Amarildo foi lá, sorridente e pacífico, convencendo-o a devolvê-la.
O vice-presidente de futebol do Londrina, Célio Guergoletto, ficou nas tribunas. No intervalo, apesar do resultado desfavorável nos primeiros 45 minutos, parecia tranquilo. No instante do gol de Alex (o zagueiro Ricardo ainda desviou para o fundo das redes), Guergoletto levantou os braços e comemorou o fim da agonia.
Nos vestiários, o técnico da Lusa, Lívio Vieira, atribuiu ‘méritos do adversário’, mas lamentou a desatenção da equipe nos dois gols do Londrina. ‘‘Mesmo assim, vou dizer aos meus jogadores que eles foram valentes e briosos. Cometemos falhas, não podemos negar. Só que não faltou empenho.’’
Já Paulo Comelli não mediu elogios à ‘capacidade de superação’ do Londrina no segundo tempo. No entanto, não poupou críticas ‘à apatia dos jogadores’ na primeira fase. ‘‘Meu time estava sonolento, mas reconheço que errei ao utilizar o 3-5-2’’, assume Comelli.
Aléssio, um dos melhores em campo, ofereceu o gol à mãe, d. Dalva, que completou 49 anos. Antes do derby, a Lusinha homenageou Nelson França, volante do time nos anos 60.

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