A apenas três rodadas do encerramento da primeira fase, o Campeonato Paulista ainda é uma verdadeira incógnita, pelo menos do ponto de vista estatístico. Assim como nenhum dos 16 clubes participantes já está garantido no grupo dos quatro melhores que passam para a etapa seguinte, ou seja, a semifinal, ainda não há definição também quanto àqueles que vão amargar o rebaixamento para a Série A2.
E o grande responsável por essa indefinição, segundo o professor de matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Júlio Garcia dos Santos, o Tristão, é o regulamento criado pela Federação Paulista de Futebol (FPF). De acordo com o especialista, as atuais regras privilegiam o empate. ‘‘Quando resolveram dar três pontos para o vencedor e apenas um para quem empatasse foi uma grande sacada, pois aumentava a diferença para dois pontos. Mas com esse novo sistema, voltamos a ter somente um separando o time que ganha daquele que simplesmente empata’’, explicou o expert.
A melhor situação é mesmo a da Ponte Preta, que nas contas do professor tem 99% de possibilidade de classificação, podendo garanti-la com até duas rodadas de antecedência. ‘‘A Ponte está virtualmente dentro. Só não se classifica se acontecer alguma coisa absolutamente inesperada e impensável’’, afirmou o estudioso.
Porém, na outra ponta da tabela, estão os clubes que lutam para não cair. A situação mais dramática é a do União Barbarense, que tem 85% de chance de ser rebaixado, seguido da Matonense (65%), Internacional e Mogi Mirim (14%), Guarani (13%), Palmeiras (7%) e União São João e Lusa (1%).
Entre os clubes com maior torcida, o São Paulo é o que está mais próximo da semifinal. O time de Vadão tem 60% de chance, contra 41% do Corinthians e 25% do Santos.

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