A Nike - nova patrocinadora da CBF - entra em campo e a programação de jogos da Seleção Brasileira em 97 vai melhorar substancialmente. Jogos como os realizados contra a Lituânia e a Bósnia, adversários de pequena expressão em nível internacional, dificilmente voltarão a ser realizados. Em vez disto, grandes promoções, facilitadas pelo fato de a Nike ter sob contrato seleções, clubes e atletas de excelente nível em todos os continentes, como as seleções da Holanda, da Itália, de Portugal, da Rússia, dos Estados Unidos, da Coréia do Sul e da campeã olímpica Nigéria, e clubes do prestígio de Paris Saint Germain, Arsenal, PSV Eindhoven e Borússia Dortmund.
A programação de jogos ainda é um segredo guardado a sete chaves. Além da Polônia (seleção patrocinada pela Nike) e da Colômbia, adversários já confirmados para os amistosos de 26 de fevereiro, em Goiânia, e 2 de abril, em Porto Alegre, o Brasil deve enfrentar apenas seleções que têm contrato com a Nike. A única exceção é um projeto de grande repercussão mundial: um confronto contra o Barcelona, de Ronaldinho, possivelmente em Tóquio. O Brasil teria uma quota excepcional e o jogo teria transmissão por tevê praticamente para todo o mundo. Um detalhe a acertar é a possibilidade de Ronaldinho e Giovanni, atletas da Nike, atuarem um tempo por cada time.
Outro amistoso que certamente teria grande força de marketing seria contra uma seleção mundial formada apenas por jogadores contratados pela Nike. Esta seleção poderia ser montada com Lama (Paris Saint Germain); Cannavaro (Parma), Thuram (Parma), Leboeuf (Chelsea) e Maldini (Milan); Guardiola (Barcelona), Figo (Barcelona), Giovanni (Barcelona) e Moller (Borússia Dortmund); Ronaldinho (Barcelona) e Cantona (Manchester United).
Toda a programação está sendo planejada e os contatos mantidos, mas os anúncios oficiais somente ocorrerão em fevereiro, possivelmente para coincidir com o amistoso contra a Polônia, no qual será lançado na seleção principal o novo uniforme concebido pela Nike. Para ser patrocinadora do Brasil, a Nike vai pagar à CBF US$ 400 milhões pelo período de 10 anos.

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