Nigéria olímpica inspira Marrocos para bater o Brasil
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quinta-feira, 11 de junho de 1998
Agência Folha 
A comissão técnica de Marrocos está usando a Nigéria como exemplo para estimular seus jogadores contra o Brasil, jogo que será terça-feira, em Nantes, pelo Grupo A. Temos que melhorar um pouco o toque de bola, como os nigerianos fizeram na Olimpíada de Atlanta, afirmou o técnico Henri Michel, referindo-se ao jogo em que os africanos superaram o Brasil, na semifinal dos Jogos Olímpicos de 1996.
Apesar de muito satisfeito com a atuação contra a Noruega, empate por 2 a 2, anteontem, em Montpellier, o treinador mostrou preocupação com o excesso de passes longos dados por sua equipe. Contra o Brasil, Henri Michel diz achar perfeitamente possível uma vitória marroquina. Temos jogadores que juntam ao talento a experiência adquirida por atuarem no exterior, especialmente na Europa, explicou. Mas um dos problemas da escola africana persiste, diz ele. Trata-se de certa dose de ingenuidade. Contra a Noruega, foi uma lástima termos cedido o empate. Até agora não me conformo com o que aconteceu. Levamos dois gols de merda, tínhamos que ter saído com os três pontos, lamentou.
Noruega Os jogadores noruegueses, que antes do jogo eram apontados como principais adversários do Brasil na primeira fase, passaram ontem o dia explicando o ocorrido. Temos condições de render muito mais do jogamos contra Marrocos. O meia Haavard Flo, primo de Tore Andre Flo e substituído durante a partida, reconheceu a superioridade marroquina, mas fez questão de lembrar que, no segundo tempo, os noruegueses poderiam ter vencido. Questionado se não faltaria camisa à Noruega, respondeu: Se ganharmos do Brasil (dia 23, em Marselha), ninguém vai falar uma coisa dessas.


