Niclevicz viaja domingo para um novo desafio
Depois de escalar as maiores montanhas de cada continente, incluindo o legendário Everest, a equipe de alpinistas de Waldemar Niclevicz prepara-se para outro desafio. No domingo, o alpinista paranaense embarca para o Paquistão com a finalidade de escalar a Trango Tower, a maior torre de granito do mundo. Serão 2.200 metros de escalada de um paredão quase vertical, até chegar ao cume da torre, a 6.251 metros de altitude.
A preparação para a expedição levou cinco meses, e incluiu treinamentos nos paredões do Parque Nacional de Yosemite e uma travessia sobre a Garganta do Diabo, em Foz do Iguaçu. O objetivo dessas expedições não era somente o aperfeiçoamento da técnica para enfrentar a Trango Tower. Em Yosemite aproveitamos para comprar os esquipamentos que precisaremos levar para o Paquistão, comenta Niclevicz.
O paranaense também teve mais de um motivo para realizar a travessia de 185 metros pendurado em cordas sobre a Garganta do Diabo. O primeiro era o ineditismo do fato. O segundo era conseguir visibilidade na mídia para a expedição e seus patrocinadores. São as coisas que a gente tem que fazer. As Cataratas chamam muito a atenção, e isso é importante para conseguir patrocínio. E, sem dinheiro, não tem expedição, comenta Sergio Tartari, que integra a equipe que vai ao Paquistão e já pratica o alpinismo há 22 anos.
Neste aspecto mais burocrático do esporte, que envolve a busca do capital e o planejamento da expedição, pode-se afirmar sem medo que Niclevicz é um dos maiores nomes do Brasil. O alpinista conseguiu o patrocínio de quatro grandes empresas graças a sua insistência.
E o trabalho extra que Niclevicz tem não é pequeno. Além de carregar todo o pesado equipamento, que pode chegar a pesar 54 quilos por mochila, o alpinista ainda tem que carregar todo o equipamento de vídeo e comunicação por satélite que irá permitir à expedição mandar imagens de seus avanços em tempo real pela Internet. Mas Niclevicz ressalta que não é apenas a necessidade de exposição de seu trabalho que o leva a carregar todo este peso extra montanha acima. Após o término da expedição, o paranaense planeja descansar pelo menos um ano antes de partir para projetos mais ambiciosos. Primeiro, quer terminar o livro que detalha a escalada ao K2, a segunda maior montanha do mundo, e uma das mais difíceis de ser conquistada. Depois, outra missão árdua: arranjar patrocínio para uma missão na Antártida.





