Após percorrer 152 quilômetros na cordilheira do Himalaia em 16 dias, Waldemar Niclevicz e Irivan Burda chegaram no Acampamento Base do Everest, a 5,4 mil metros de altitude. Os alpinistas escolheram a rota menos usual, atravessando três passos (a parte mais baixa de uma crista que leva ao outro lado da montanha): o Zatra La, de 4,6 mil metros; o Mera La, de 5.450 metros e o Amphu Laptsa La, de 5.850 metros.
''Essa travessia começou em Lukla (2,8 mil metros), de onde também parte o caminho conhecido para o Everest, passando por Namche Bazar (3,4 mil metros) e seguindo pelo vale do Khumbu. Nós seguimos primeiro pelo vale Hinku e depois por outro totalmente selvagem chamado Hongku, para só entrar no vale do Khumbu na altura de Pheriche (4,2 mil metros)'', descreve Niclevicz.
Segundo Niclevicz, a chegada ao acampamento base foi por volta do meio-dia. ''Levamos pelo menos meia hora para cruzar por uma verdadeira cidade de barracas. Fomos contando quantas expedições deveriam estar por aqui, chegando ao número de 14, mas hoje vimos que já existem por aqui pelo menos 23'', fala.
O acampamento foi montado um pouco afastado e este deve ser o refúgio dos alpinistas pelos próximos 40 dias. ''Montar um acampamento dá bastante trabalho, é preciso afastar grandes pedras e aplainar um gelo duro como rocha'', relata Niclevicz.
A fase preparatória foi muito importante. Niclevicz, o primeiro brasileiro a chegar ao topo do mundo, em 1995, explica que o organismo já está se adaptando não apenas ao ar rarefeito, mas ao frio e às pedras que aparecem pelo caminho.

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