Neymar se aproxima da genialidade de Pelé
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domingo, 13 de maio de 2012
Daniel Akstein Batista, Bruno Deiro e<br>Sanches Filho<br> Agência Estado 
São Paulo - Neymar jamais será Pelé, mas, em alguns momentos, chega a lembrar o Rei. Isso ninguém pode negar. Como no segundo gol dele na confirmação da conquista do tri, aos 26 minutos do segundo tempo. Iniciou a jogada com uma sequência de dribles, passou para Juan na esquerda e, no cruzamento, já estava desmarcado para concluir para as redes.
Ou ao tocar rapidamente a bola, ganhar alguns centímetros de vantagem sobre o marcador e disparar até a marcação do gol. Ninguém pega mais Neymar depois que sai na frente. Ou ainda na beleza da maioria dos gols. O improviso e a facilidade para tirar a bola do alcance do goleiro e mandá-la para a rede.
No massacre santista contra o Bolívar, Neymar fez dois gols e construiu outros três. Neste domingo, foram mais dois, fechando o Campeonato Paulista como artilheiro, com 20 gols em 16 jogos.
O gosto de Neymar pelas redes aumenta de jogo para jogo. Já é o maior de todos após o encerramento da carreira de Pelé, com 108 gols. Deixou para trás o seu ídolo Robinho; depois Serginho Chulapa; João Paulo; e Juari. Agora começa a perseguição os jogadores lendários.
Também na história da seleção brasileira, Neymar deixa para trás jogadores famosos do Santos. Com 8 gols, já ocupa o sexto lugar, com chance de ganhar pelo menos três posições ainda neste ano. Os artilheiros do Santos na seleção são Pelé com 95 gols, Pepe com 22, Edu com 12, Robinho com 10, e Carlos Alberto Torres com nove.
O que acaba com qualquer comparação são os números. Neymar marcou 14 gols no Estadual de 2010, 4 no de 2011 (passou muito tempo com a seleção no Sul-Americano Sub-20) e 20 em 2012, totalizando 38. Pelé marcou 32 na conquista do Paulistão de 1960, 46 em 61 e 37 em 62, totalizando 115 gols nos três títulos. No tri no fim da década de 60, Pelé marcou 58 (15 em 1967, 17 em 68 e 26 em 69).


