Neymar recebe tratamento especial
Genebra - Neymar está sendo tratado com um carinho todo especial na seleção brasileira. Não foi escalado para entrevistas antes da partida desta quinta-feira porque é sempre muito solicitado e a CBF decidiu "preservá-lo". O presidente do Barcelona, Sandro Rosell, também. Foi convidado para assistir às partidas contra Itália e Rússia mas declinou, em uma tentativa de evitar o recrudescimento das informações sobre a transferência do craque para o clube catalão. E, nesta quinta, o pai de Neymar desembarca em Genebra em companhia de um assessor para dar todo o suporte necessário ao filho.
Melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, Neymar sabe que ainda está devendo na seleção. No último domingo, em São Paulo, ao embarcar para se apresentar a Luiz Felipe Scolari, admitiu em conversa: "Preciso crescer na seleção, fazer grandes jogos para chegar bem à Copa das Confederações e na Copa do Mundo". Ele tem consciência de que na Europa ainda é visto por muita gente como apenas uma promessa e há até os que o consideram um jogador comum.
A pressão existe, mas Neymar procura não se deixar abalar. Nos treinos da seleção, embora não se mostre brincalhão como quando está com seus companheiros de Santos, parece estar à vontade. No hotel, dorme bastante, joga videogame, mas também é definido como "divertido" e "boa companhia" nos momentos em que os jogadores estão juntos. "Tanto o ambiente do Santos como o da seleção são bons. A diferença é que no Santos o convívio é diário e na seleção o tempo é curto e precisamos trabalhar muito para o evoluirmos rapidamente", diferenciou Neymar.
Ele tem em Felipão, além de um técnico, um admirador. Que o defende de desconfianças e de críticas, como a de alguns treinadores que rotularam o atacante santista de "cai-cai". "No Brasil, parece que quem é bom causa mal-estar em algumas pessoas O Neymar sofre, no mínimo, 10 faltas por jogo. Uma ou outra pode até não ter sido cometida, mas ele cai, é normal. No entanto, os técnicos preferem dizer que ele simula, é mais fácil", defendeu Felipão recentemente.
Disse mais: sob seu comando na seleção, Neymar tem liberdade ao atacante para driblar e criar. "É assim que ganharemos". A confiança e o zelo da comissão técnica, claro, também aumentam a responsabilidade do atacante de 21 anos. Nesta quinta, contra a Itália, na seleção que tem como característica a forte marcação e até certa dose de virilidade, ele pretende começar a pagar a dívida. Do contrário, fará a desconfiança e a pressão sobre si aumentarem. (A.L./A.E.)





