Nova Jersey - A atuação de Neymar conta o México deu munição aos que acreditam que ele não consegue jogar na seleção brasileira o futebol exuberante que mostra no Santos. Sempre marcado de muito perto por dois ou três adversários, o atacante fracassou em suas tentativas de jogadas individuais e foi desarmado várias vezes, oferecendo contra-ataques aos mexicanos. Ninguém gostou do que Neymar fez no último domingo, nem ele mesmo. Por isso, no amistoso deste sábado contra a Argentina, em Nova Jersey, a torcida brasileira deverá ver um novo Neymar, menos driblador e mais solidário.
O craque santista tem conversado bastante com Mano Menezes nos últimos dias e ambos chegaram à conclusão de que uma mudança é necessária. Como os defensores argentinos certamente seguirão o exemplo de seus colegas mexicanos e farão uma marcação pesada sobre Neymar, ele e o treinador decidiram que é preciso tocar a bola mais rapidamente, sem tentar o drible a todo momento.
Por mais que esse estilo contrarie a natureza de Neymar, ele acredita que é melhor assim. ''Estou conversando com o Mano para encontrar uma solução. O jeito é movimentar a bola mais rapidamente''.
Na cabeça de Neymar ainda está muito viva a lembrança da goleada que o Santos levou do Barcelona no Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro. Na ocasião, o atacante disse que havia levado uma aula de futebol e agora ele se esforça para mostrar que prestou atenção à aula. Está claro que Neymar entrará neste sábado no gramado do estádio MetLife com o modelo do Barcelona na cabeça. ''Eu aprendi muito naquele jogo. Eu vi ali como é bonito quando se joga em grupo, com todo mundo aparecendo para jogar''.

Comparação


Aquele jogo, apesar do resultado desastroso para Neymar, foi um marco na carreira do craque do Santos. Foi quando pela única vez ele ficou frente a frente com Messi em um jogo de competição e percebeu que ainda precisa avançar muito para chegar perto do genial argentino. Pouco menos de seis meses depois daquela partida de Yokohama, os dois se enfrentarão mais uma vez e as comparações são inevitáveis. E o santista não parece se importar muito com elas.
''Comparações são normais no futebol, já era sim em outras épocas, com Pelé, Maradona... Isso não me atrapalha'', falou Neymar. ''Continuo dizendo que o Messi é o melhor do mundo. Esse jogo não será entre eu e ele, será entre Brasil e Argentina, mas falam em duelo entre nós por tudo o que já fizemos em nossas carreiras''.

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