São Paulo - A capacidade de Neymar de atrair para si patrocinadores pessoais e, com isso, aumentar os rendimentos do craque santista e transformá-lo em um fenômeno de marketing ainda não se esgotou. Embora tenha acabado de assinar contrato com o sétimo parceiro do craque santista, o estafe do jogador ainda quer mais. Para o empresário Wagner Ribeiro, ainda há espaço para pelo menos mais duas empresas na carteira de parceiros do garoto.
E os alvos já estão definidos. ''Acredito que ainda dá para mais uns dois parceiros. Talvez uma empresa automobilística e uma companhia aérea'', afirmou o agente do atleta. ''Estamos vendo, ainda não é nada certo''. O que é certo é que os ganhos com a exploração da imagem de um ídolo carismático que extrapola a questão clubística - ele mesmo diz que fica satisfeito por atrair fãs não santistas - já são o grande filão financeiro para o jogador.
O banco Santander, que anunciou nesta quinta-feira o contrato até dezembro de 2014 com o jogador, é o sétimo patrocinador e foi capital para que Neymar desse o ''fico'' ao Santos. Este já é o primeiro contrato de imagem regido pela nova divisão acertada entre Santos e jogador - 10% para o clube e 90% para o atacante.
Para Wagner Ribeiro, essa profusão de marcas interessadas em se ligar ao mais pop dos atletas brasileiros o fazem superar um ícone do marketing. ''Atualmente só o Neymar tem patrocinadores de quase todos os segmentos. Nem o (meia inglês David) Beckham tem''.
Mas se Neymar já é uma máquina de fazer dinheiro e fenômeno publicitário, ele prefere não se envolver com essas questões. Questionado sobre quanto o patrocínio com o Santander iria contribuir para aumentar seu ganho mensal, o jogador não soube dizer. Sua resposta foi condizente com a de um rapaz que ganha mesada de R$ 10 mil do pai, embora tenha seus vencimentos na casa do milhão. ''Esse ganho mensal eu não sei de nada. Quem sabe é este cara que está sentado ali, o meu pai''.
O anúncio do contrato com o Santander aconteceu junto com uma cerimônia improvisada para a entrega de um prêmio que Neymar vencera no meio do ano. Ele ganhou US$ 60 mil do banco por ter sido eleito o melhor jogador da Copa Libertadores. Metade desse valor foi doado ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC).

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