Neymar está mais perto do Chelsea
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Sanches Filho<br> Agência Estado 
Santos - O Santos tenta resistir, mas sabe que a perda de Neymar é apenas questão de dias. O Chelsea será o novo clube do jovem atacante. A última tentativa de negociação dos ingleses diretamente com o clube da Baixada será feita até segunda-feira, com a apresentação, por fax, de nova proposta, de 30 milhões de euros (mais de R$ 68 milhões).
O presidente santista, Luís Álvaro Oliveira Ribeiro já avisou que a resposta vai continuar sendo não. O passo seguinte será o depósito dos 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 80 milhões) da multa rescisória pelo Chelsea.
Todos os detalhes do contrato de Neymar com o clube inglês foram acertados numa reunião em Nova Iorque, segunda-feira, entre o agente Wagner Ribeiro e o pai do jogador, Neymar da Silva Santos, com o presidente do Chelsea, Bruce Buck, e o empresário Pini Zahavi.
Ontem, após receber a visita do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, na Vila Belmiro, Luís Álvaro voltou a falar em denunciar o Chelsea à Fifa, por assédio a Neymar. ''O Chelsea nos apresentou há algum tempo uma proposta formal, que recusamos prontamente. Já falamos que não temos interesse nenhum em negociar o jogador. O assédio continuou e isso é intolerável nas relações que devem existir entre os clubes. Como está capitulado nas normas da Fifa, o Santos vai defender os seus interesses, se necessário entrando na entidade máxima do futebol com uma representação, denunciando o assédio ao nosso jogador'', explicou Luís Álvaro.
O dirigente descarta a hipótese de o Santos concordar que Chelsea deposite apenas o correspondente aos 60% dos direitos econômicos pertencentes ao clube - 21 milhões de euros - e negocie separadamente com o grupo de investimento DIS, que detém os 40% restantes. ''A multa indenizatória é de 35 milhões de euros e esse valor tem que ser depositado em favor do Santos, que repassará a parte do investidor'', afirmou. A DIS comprou, no começo do ano passado, os 40% dos direitos econômicos que pertenciam a Neymar por R$ 7 milhões.


