Neymar e Madson ganham espaço com Luxemburgo
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Agência Estado 
Santos - Com possibilidade de rebaixamento no Brasileirão praticamente inexistente, o Santos está no México onde na próxima madrugada disputa um amistoso com o Santos Laguna, em jogo que marcará a inauguração do estádio da equipe mexicana. O pontapé inicial será dado por Pelé.
O confronto será mais uma oportunidade para alguns jogadores mostrarem serviço ao técnico Vanderlei Luxemburgo, dentre eles, Neymar e Madson, que ficaram na reserva diante do Náutico, mas quando entraram foram decisivos para a vitória de 3 a 1. Além dos dois, Paulo Henrique vem sendo acompanhado de perto pelo treinador.
Os três jogadores já fizeram sucesso durante a disputa do Paulistão, quando o Santos ficou com o vice-campeonato, mas Madson e Neymar não vinham sendo titulares depois da chegada de Luxemburgo ao clube - Paulo Henrique, por outro lado, sempre esteve entre os preferidos do treinador. E os dois mostraram no último sábado que têm condições de formar a base do time.
''Para mim, foi como a reestreia. Costumo dar sorte no Pacaembu (local da vitória sobre o Náutico). Fiquei feliz com a boa atuação e com os dois gols, mas Madson, Paulo Henrique e Kléber Pereira também merecem os parabéns'', afirmou Neymar, que marcou dois gols e foi decisivo para a vitória santista.
Neymar voltou na última semana da seleção brasileira Sub-17, depois do fracasso no Mundial disputado no Nigéria. Luxemburgo achava que ele tinha ficado abalado com a eliminação do Brasil na primeira fase da competição. Mas o garoto mostrou diante do Náutico que tem condições de ser decisivo.
''Se Neymar for sempre contundente como hoje (sábado), vai ser titular'', prometeu o técnico, ainda no vestiário do Pacaembu. O fato é que, por enquanto, Jean tem sido o escolhido de Luxemburgo para formar dupla de ataque com Kléber Pereira. ''Neymar precisa amadurecer. Ele foi convocado para ser um dos destaques no Mundial Sub-17, mas não foi bem, como toda a seleção. Neymar tem que fazer o normal para a sua faixa etária'', explicou o comandante santista.
Madson, por sua vez, vê com bons olhos o trio que forma com os dois garotos. ''Paulo Henrique cria as jogadas, dá assistências e faz gols. Neymar desequilibra. E eu corro'', disse o meia. Na vitória contra o Náutico, porém, ele não ficou apenas correndo. Foram dele os passes para os dois gols de Neymar. ''Quem decide se eu devo ou não ser titular é o técnico. Acho normal ter sido titular com Mancini (Vágner Mancini, antigo treinador do Santos) e ficar na reserva agora. Cada técnico tem uma filosofia de trabalho'', explicou.


