Rico, dono de iate, carros importados, um tríplex de cobertura no Embaré, em Santos, e luxuosa casa em condomínio fechado do Guarujá, famoso, novo namoradinho do Brasil, com o nome esgoelado por menininhas por onde passa, rendimento mensal em torno de R$ 2,5 milhões, cobiçado pelos principais clubes europeus. E, principalmente, o jogador que, mais do que qualquer outro, poderá desequilibrar o clássico contra o São Paulo e colocar o Santos bem perto de se tornar novamente tricampeão paulista, 43 anos depois do feito de Pelé e companhia, em 1969. Esse é Neymar.

Nada consegue interromper a constante evolução do maior talento que surgiu na Vila Belmiro depois da era Pelé. Com apenas 20 anos, profissional desde 2009 e ainda com aparência de adolescente, Neymar não vê motivo para trocar a situação confortável que tem no Santos pelo Barcelona de Lionel Messi, Iniesta e Xavi, onde correria o risco de ser apenas mais um. Prefere reinar absoluto no Brasil e ser idolatrado até por torcedores dos times adversários.

Depois da atuação discreta, em razão de uma gripe, frente à forte marcação, até desleal em alguns momentos do Bolívar, quarta-feira, nos 3.660m de altitude de La Paz, na Bolívia, o craque dificilmente deixará escapar a nova oportunidade para marcar hoje o seu centésimo gol pelo Santos. Marca especial num jogo importante , que poderá ser o da classificação do time para a final do Paulista.

"Todo excelente jogador é problema. Quando o seu não joga, é problema seu, quando joga o do outro, é seu problema também", disse Emerson Leão. Neymar vive fase de artilheiro, compensando o período de baixa do companheiro Borges. Nesta temporada anotou 18 gols e deu nove assistências em 20 jogos. No total, além dos 99 gols marcados, ele contribuiu para outros 46 dos companheiros.

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