Neymar busca redenção frente rival
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segunda-feira, 04 de junho de 2012
Mateus Silva Alves <br> Agência Estado 
Nova Jersey - O jogador que mais decepcionou a torcida brasileira na derrota da seleção para o México, no último domingo, foi Neymar. O que é muito natural, já que o melhor do time é sempre o mais criticado quando as coisas não vão bem. O craque santista esbarrou em uma marcação muito forte, feita por mais de um adversário, e seus dribles e arrancadas não fizeram efeito. Seria apenas uma jornada ruim de um jogador fora de série se não fosse por um detalhe preocupante: o jogo contra a equipe mexicana não foi o primeiro em que Neymar fracassou ao tentar escapar de uma marcação bem estruturada.
Vez ou outra Neymar é acusado de ser craque apenas no Santos, mas mesmo com a camisa do time da Vila Belmiro ele tem encontrado problemas contra defesas fechadas. Os dois jogos recentes contra o Vélez Sarsfield, pela Copa Libertadores, foram um bom exemplo disso. O jovem lateral-direito da equipe argentina, Peruzzi, grudou no atacante e não o deixou respirar por 180 minutos contando para isso com o auxílio de outros jogadores de defesa. O fato é que Neymar não conseguiu ser decisivo no confronto contra o Vélez e, por causa disso, o Santos sofreu horrores para se classificar nos pênaltis.
Os efeitos da má atuação de Neymar contra o México foram sentidos durante e depois do jogo de Dallas. Durante o duelo, ficou evidente a irritação do craque, que não pôde sequer reclamar de violência dos mexicanos porque ela não existiu. Após uma falta cometida pelo lateral-direito Meza, no segundo tempo, Neymar se estranhou com o adversário e por pouco não teve início uma briga entre vários jogadores no gramado do estádio Cowboys.
Depois da partida, o atacante não quis saber de falar com os jornalistas, embora sua presença na área de entrevistas fosse muito solicitada, evidentemente. Neymar sequer se arriscou a passar perto dos membros da imprensa, tudo para não ter de exibir para o mundo a sua cara amarrada.
Panos quentes
Mano Menezes, o responsável por fazer a cabeça de Neymar sempre que ele está a serviço da seleção, tratou de colocar panos quentes, afinal não quer envolver seu jogador mais talentoso em uma confusão. Para o treinador, a irritação do garoto com a forte marcação foi normal, assim como sua rusga com o jogador mexicano. ''Incidentes acontecem em jogos de futebol. Muitas vezes o atacante se incomoda com a marcação muito forte, é normal'', disse o técnico. ''O Neymar jogou nessa partida do mesmo jeito que o resto da seleção. Nós jogamos como um time e ganhamos e perdemos como um time''.
Como se percebe, Mano Menezes vai fazer de tudo para não aumentar a pressão sobre Neymar, mas ela já é grande. Especialmente porque ainda está viva na memória da torcida e da imprensa a lembrança da Copa América, torneio em que ele entrou como grande esperança e do qual saiu como decepção.
No próximo sábado, o atacante terá uma oportunidade de ouro para mudar esse cenário: o jogo contra a Argentina, do genial Messi, jogador que é seu parâmetro no futebol. Se brilhar no clássico, Neymar vai deixar as críticas para trás. Se falhar, elas chegarão a ele em dobro.


