Neymar aprova palco da decisão
Santos - Como o técnico Muricy Ramalho, a maioria dos companheiros e boa parte da torcida santista, Neymar gostaria que o segundo jogo da final do Campeonato Paulista, contra o Guarani, acontecesse na Vila Belmiro. Mas, ao tomar conhecimento de que as duas partidas da decisão serão realizadas no Morumbi, mostrou-se satisfeito com a escolha.
''Estou com sorte no Morumbi. Acabei de fazer três gols lá (na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, no último domingo, pela semifinal do Paulistão). Como nunca fui campeão no Morumbi, vai ser uma coisa inédita para mim e espero fazer história mais uma vez'', disse Neymar, na entrevista coletiva desta quarta-feira, pouco depois da Federação Paulista de Futebol (FPF) ter definido o estádio são-paulino como sede da final do campeonato.
Para Neymar, não tem como negar que o Santos é o favorito para a conquista do título paulista, mas ele alertou que o Guarani pode surpreender. ''Esse favoritismo fica fora do campo e é mais para o torcedor. Dentro de campo, é diferente. O Guarani não chegou por acaso à final e, se não for respeitado, poderemos perder o campeonato'', alertou o jogador.
Perto de disputar a quarta final consecutiva do Paulistão - jogou todas desde que virou profissional - e com chance de comandar o time na conquista no terceiro tricampeonato estadual da história do clube, repetindo o feito de Pelé nos anos 60, Neymar garantiu que melhorou muito desde a sua primeira decisão, ainda em 2009, quando o Santos perdeu para o Corinthians.
''A minha evolução tem sido constante. Em 2009, na minha primeira final, fiquei muito nervoso ao enfrentar Ronaldo (então no Corinthians). Mas cresci bastante com a experiência que tive naquele jogo. Em 2010 e 2011, já estava mais maduro e consegui vencer. Hoje estou mais maduro ainda. Cresço todo ano, física e mentalmente. Hoje me vejo preparado para enfrentar qualquer tipo de decisão'', avisou o garoto.
Embora não negue a vontade comum a todos os jogadores de um dia se transferir para o futebol europeu, Neymar admite repetir Pelé também na fidelidade ao Santos, ficando na Vila Belmiro até o fim da carreira. ''É questão de sentar, discutir. Gosto de Santos e sempre vou fazer o que for melhor para mim e para a minha família'', explicou.
E, com habilidade também fora de campo, Neymar recusou o rótulo de segundo maior jogador da história do Santos, atrás apenas de Pelé. ''Sempre falo que um ídolo está acima. Meu ídolo é o Robinho, então sempre estará acima de mim'', comparou o atacante, que está a três gols de se tornar o maior artilheiro santista depois que Pelé parou de jogar - tem 102, contra 104 de Serginho Chulapa e João Paulo. (A.E.)





