Contratado no início deste ano para substituir Marcos Sorato, campeão mundial ano passado, o carioca Ney Pereira assumiu a seleção com a missão de comandar uma renovação. Após a primeira competição oficial com um elenco recheado de garotos, o treinador fez uma boa avaliação e diz que "valeu o risco".
"Tivemos momentos em que os jovens deram muito apoio, em outros tivemos que recorrer a outros com mais experiência. De qualquer forma, achei muito válido. A tentativa era perigosa, mas a gente não consegue modificar uma seleção se não correr riscos. Renovar tem que correr riscos", comentou o treinador após a conquista.
"Tínhamos que fazer o que fizemos e passar por esse sufoco justamente porque é em cima disso que vamos tirar proveito na renovação da seleção", avaliou o comandante.
Junto com os novos valores, Pereira ressalta que pretende levar de volta à seleção o estilo do futsal brasileiro. "O objetivo é sempre usar uma marcação forte e acelerar o jogo, porque o que eu vi do Brasil anteriormente era uma equipe muito forte, mas que dosava muito o jogo. Como a intenção é renovar, a gente quer acelerar e dar liberdade ao jogador brasileiro, para voltar a arriscar, a driblar, pois não podemos perder o que temos de melhor, para não ficarmos robotizados como outras equipes", disse.(R.S.)

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