Neto comandou conquista do 1º Brasileiro
São Paulo - O Corinthians já era hegemônico em São Paulo, mas faltava conquistar o Brasil. O jejum foi quebrado em 1990, com a conquista do inédito Campeonato Brasileiro com um time limitado, mas que tinha no meia Neto, um especialista nas cobranças de falta, sua principal arma. Começou ali a década mais vitoriosa da história do clube, coincidindo, também, com a gestão de Alberto Dualib, que assumiu a presidência em 1993. O time foi três vezes campeão do Paulista, três do Brasileiro, uma da Copa do Brasil e ainda ganhou o primeiro Mundial de Clubes oficialmente organizado pela Fifa, em 2000.
As conquistas, no entanto, afloraram a vaidade de Dualib, que se manteve no cargo por 14 anos e amarrou o clube a parceiros de moral duvidosa, como a MSI. Representado pelo iraniano Kia Joorabchian, esse grupo firmou em dezembro de 2004 o arrendamento do departamento de futebol profissional corintiano. Como cartão de boas vindas, a MSI executou a contratação mais cara de todos os tempos do futebol brasileiro: cerca de US$ 20 milhões para trazer do Boca Juniors o atacante Carlitos Tevez. Sob sua batuta, o time conquistou mais um Brasileiro, o de 2005.
Queda e redenção
Mas, em meio às vitórias no campo, nos bastidores houve um choque de ideias entre Dualib e Kia Joorabchian, que resultou na saída da MSI, dois anos mais tarde. O presidente também renunciou ao cargo depois de levar o clube às páginas policiais: foi descoberta uma verdadeira indústria de notas frias no Parque São Jorge. O reflexo da turbulência foi o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
Em outubro de 2007, o ex-diretor de futebol de Dualib, Andrés Sanchez, assumiu a presidência do Corinthians. Numa manobra ousada, o cartola contratou em dezembro de 2008 o atacante Ronaldo, maior artilheiro da história da Copa do Mundo. As atenções de todo o mundo se voltaram para o time, que conquistou mais um Paulista e sua segunda Copa do Brasil. Mas ainda faltam dois sonhos corintianos virarem realidade: a conquista da Libertadores e a construção de um estádio próprio. Capítulos para um segundo centenário. (A.E.)





