Nesta fase todo cuidado é pouco
Não há vidente que faça apostas. Não há bola de cristal que não esteja cheia de névoa. O regulamento do Campeonato Brasileiro de Futebol é daquelas coisas que só são admitidas nas cabeças iluminadas dos cartolas. A competição começou com 28 clubes. Todos jogaram contra todos. Depois de meses de disputa e muita choradeira, sobraram oito clubes.
Qual a vantagem de ter ficado em primeiro? Quase nenhuma. O São Caetano, por exemplo, que foi disparado o melhor time da primeira fase, pode, se der um minuto de bobeira, deixar a competição. Basta o Bahia, do técnico Evaristo de Macedo, fazer um a zero e segurar o resultado até o final. Missão impossível? Não no futebol.
Veja o caso do Atlético Paranaense. Segundo colocado na tabela, vai enfrentar o São Paulo na Baixada. Depois de tomar uma piaba histórica do Vasco da Gama (7 a 1), o São Paulo reagiu e passou com tranquilidade pelo Atlético Mineiro. Mostrando assim que, mesmo oscilando grandes e péssimas atuações, é um time perigoso. O Atlético, se não quiser amargar mais um ano sem chegar perto da taça de campeão brasileiro, terá que se desdobrar em campo.
A fórmula da sequência do Brasileirão é injusta.
- A Rede Globo de Televisão não deve ter ficado muito satisfeita com o resultado da primeira fase do Brasileirão. Ela apostava todas suas fichas no Corinthians e no Flamengo. Tanto que na maioria dos jogos transmitidos lá estavam os dois times. Hoje corre o risco de transmitir uma final entre Ponte Preta e São Caetano, clubes que estão longe de ter torcidas com número expressivo.
- Ninguém entendeu a razão que fez o Iraty aceitar jogar duas partidas em Londrina pelo torneio Seletivo. Se o clube não tem interesse na competição, porque aceitou disputar?
- Val de Mello, que já foi jogador e técnico do Londrina, não é bobo. Colocou seus perdigueiros para coletar o máximo de informações possíveis sobre o Tubarão, seu adversário na primeira partida do Torneio Seletivo para a Copa Sul-Minas. A atitude é de quem quer ganhar jogo. Porém, queimou o filme entre alguns cartolas londrinenses.
- O Malutrom continua esperneando para conseguir ficar com a vaga na Sul-Minas na faixa. No mínimo está sendo pressionado pela sua imensa, incomensurável torcida, para ganhar a vaga no tapetão.
- Onaireves Rolim de Moura, presidente da organizada Federação Paranaense de Futebol, está brigando pela realização do Seletivo por uma inequívoca razão: se não fizer isso, a partir de 2002 não será respeitado nem pela sua secretária. Com a formação da liga dos estados do Sul e Minas, sobrará para Moura organizar o Paranaense sem os principais clubes, ou seja, administrará as migalhas. Com o seletivo ainda poderá dar palpite.
- A Portuguesa Londrinense está retornando aos treinos. O diretor da Lusinha Amarildo Vieira, para não perder o hábito, já chutou o pau da barraca. Antes mesmo de assumir o profissional o técnico Edson Vieira já foi alertado. Se não conquistar vitórias ganha o bilhete azul.





