Nenhuma surpresa: Messi é o melhor
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Campeão de todos os torneios que disputou com o Barcelona em 2009, o meia-atacante Lionel Messi, 22, comprovou o favoritismo e foi anunciado como o vencedor da eleição da Fifa de melhor jogador do mundo de 2009, na festa de gala realizada ontem em Zurique (Suíça).
Messi concorria com dois companheiros de time, os meias espanhóis Andrés Iniesta e Xavi Hernández, e com duas estrelas do maior rival do clube catalão, o Real Madrid: o brasileiro Kaká, melhor de 2007, e o português Cristiano Ronaldo, escolhido em 2008.
Com a conquista, o meia-atacante natural de Rosario, que construiu toda sua carreira como atleta profissional na Espanha, tornou-se o primeiro argentino a ser eleito o melhor do mundo pela Fifa.
Diego Maradona, o grande nome da história do futebol da Argentina, viveu o auge da carreira antes de a entidade criar o prêmio, que existe desde 1991.
''É uma grande honra receber esse prêmio, porque foi dado por companheiros de outras seleções. Foi um ano magnífico para o Barcelona, para os meus companheiros a para mim'', disse Messi.
Esta é a terceira vez consecutiva que Messi é indicado na eleição feita por meio de voto direto de técnicos e capitães de todas as seleções nacionais filiadas à Fifa. Nos dois últimos anos, ele acabou na segunda colocação.
O salto do argentino para o topo do mundo acontece em um ano em que o Barcelona, único clube que defendeu como profissional, ganhou tudo que era possível.
Desde janeiro, o clube catalão já levantou seis troféus, incluindo os da Copa dos Campeões da Europa e do Campeonato Espanhol. O último deles, o do Mundial de clubes, foi conquistado graças a um gol de peito de Messi, que selou a vitória por 2 a 1 na prorrogação sobre o Estudiantes, sábado.
Messi acabou eleito o melhor jogador do Mundial. Ele já havia conquistado prêmio semelhante da Copa dos Campeões e a Bola de Ouro-2009, concedida pela revista ''France Football'' ao melhor do planeta.
Pelo quinto ano consecutivo a Bola de Ouro e o prêmio da Fifa, os dois principais na escolha de melhor do mundo, consagram o mesmo jogador. A última discordância registrada foi em 2004, quando a revista premiou o ucraniano Andriy Shevchenko e a entidade que controla o futebol homenageou o brasileiro Ronaldinho.


