Nem torce por fim de inferno astral e não se abala com vaias
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terça-feira, 04 de setembro de 2001
Claudemir Scalone 
O meia Nem garante que não se abalou com as vaias recebidas pela torcida do Londrina ao ser substituído no jogo de domingo contra o Serra-ES. Mesmo reconhecendo o potencial de Nem, artilheiro do time na temporada com 23 gols, a torcida se irritou com a apática atuação do meia e pressionou o técnico Freitas Nascimento a sacá-lo do time. ''Quem já foi vaiado por 70 mil pessoas em Manaus (defendendo o Itabaiana-SE no quadrangular da Série C do Brasileiro-98) não vai se abalar com 500'', afirmou Nem, após o treino de ontem à tarde no Estádio VGD.
Político, o jogador reconhece o direito do torcedor ''ele paga ingresso e tem direito de vaiar'' e sabe que não vem reeditando na Série B do Brasileiro o mesmo futebol do Paranaense. Nem afirma que a sequência de derrotas (quatro no total) mexeu com a sua cabeça. ''Tinha até vergonha de sair de casa'', contou. Ele acredita que a primeira vitória na competição vai dar o impulso necessário para o time na Série B. ''Com a cabeça mais fria, o time vai progredir e jogar com mais alegria'', afirmou ele, torcendo para que o inferno astral já tenha passado.
O volante Moreira, que deve voltar ao time no jogo de domingo contra o Malutrom, concorda com Nem. ''O time tem tudo para recuperar a autoconfiança e embalar na competição.''
O técnico Freitas Nascimento comanda um coletivo hoje à tarde no Estádio do Café para escolher os substitutos do volante Edmílson e do meia Rivelino. O treinador esquivou-se ontem de responder sobre a negociação com o Palmeiras, que está disposto a ceder jogadores ao Londrina. ''Estamos trabalhando nesse sentido'', limitou-se a dizer. O clube mantém a negociação em sigilo para não ser atravessado por algum concorrente.


